Assú Sol atinge 100% de operação comercial e se consolida como maior projeto solar da ENGIE no mundo

Com 895 MWp e R$ 3,3 bilhões em investimentos, complexo no Rio Grande do Norte reforça protagonismo da ENGIE Brasil no mercado livre e na transição energética

O Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, desenvolvido pela ENGIE Brasil Energia em Assú (RN), alcançou 100% de operação comercial em 13 de fevereiro, tornando-se oficialmente o maior projeto solar da companhia em operação no mundo. As obras foram concluídas em dezembro de 2025, após 30 meses de implantação e investimentos de R$ 3,3 bilhões.

Com 895 MWp de capacidade instalada (753 MWac) e 229,6 MW médios de capacidade comercial integralmente destinados ao Mercado Livre de Energia, o empreendimento consolida a estratégia da empresa de ampliar sua presença na geração renovável centralizada. A energia produzida é suficiente para abastecer uma cidade com aproximadamente 850 mil habitantes.

Escala global e recorde de geração solar

Mesmo antes de atingir a operação comercial plena, Assú Sol já exercia impacto relevante no portfólio da companhia. No início de fevereiro, a ENGIE registrou recorde de geração solar, alcançando 1.400 MW, sendo o complexo responsável por cerca de 50% desse volume.

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O marco reforça o peso do projeto dentro da estratégia global da empresa e sua contribuição para a diversificação da matriz elétrica brasileira, especialmente em um cenário de expansão do mercado livre de energia e crescente demanda por contratos de longo prazo com fonte renovável.

“A conclusão de Assú Sol reforça a capacidade da ENGIE de executar projetos de grande porte com disciplina, eficiência e responsabilidade. Entregamos o maior empreendimento solar operacional da companhia no mundo dentro do prazo e do orçamento e respeitando as comunidades, resultado do empenho das equipes de desenvolvimento, implantação, operação e das equipes transversais. Esse marco reflete a competência técnica e a solidez da nossa estratégia de crescimento sustentável no país, contribuindo para a diversificação da matriz elétrica brasileira”, destaca o CEO da ENGIE Brasil, Eduardo Sattamini.

Engenharia de precisão e inovação tecnológica

Implantado em uma área licenciada de 2.344 hectares, o complexo reúne mais de 1,5 milhão de módulos fotovoltaicos, 12 mil quilômetros de cabos e 53 quilômetros de acessos internos, conectados à subestação por meio de uma linha de transmissão de aproximadamente um quilômetro.

Durante a fase de construção, o projeto empregou tecnologias inovadoras que elevaram o padrão de eficiência e segurança. Entre os destaques estão o mapeamento aéreo com drones, motoniveladoras automatizadas integradas a modelos 3D e a utilização pioneira no Brasil de cravadora automática de estacas em projetos fotovoltaicos.

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“Um projeto da dimensão de Assú Sol exige precisão, planejamento e uma coordenação impecável entre equipes próprias, parceiros e fornecedores. Cada etapa foi tratada com rigor técnico e responsabilidade, garantindo segurança, eficiência e respeito às comunidades locais. Ver o empreendimento atingir 100% de operação comercial é motivo de grande orgulho e reforça a capacidade da ENGIE de entregar projetos complexos com excelência”, destaca o Diretor de Implantação da ENGIE Brasil, Paulo Müller.

O índice de segurança da obra também chamou atenção: foram mais de 4.500 empregos diretos gerados ao longo da implantação, com zero acidentes com afastamento, indicador relevante em projetos de grande porte no setor elétrico.

Impacto socioeconômico e investimentos regionais

Além da contribuição para a expansão da geração solar no Brasil, Assú Sol impulsionou o desenvolvimento regional. Ao todo, foram investidos R$ 50 milhões em iniciativas socioambientais durante a implantação e a entrada em operação.

Desse montante, R$ 8,9 milhões foram destinados a ações de responsabilidade social em Assú, incluindo o Plano de Ação Quilombola da comunidade de Bela Vista Piató e projetos de Investimento Social Privado voltados às comunidades do entorno.

As iniciativas contemplaram construção de escola, unidade básica de saúde, cozinha comunitária, quadra poliesportiva, doação de trator e implementos agrícolas, cursos profissionalizantes, sistemas de acesso e armazenamento de água e fomento à agricultura familiar.

“Assú Sol representa não apenas um empreendimento energético de grande porte, mas um símbolo do que podemos construir quando unimos tecnologia, boa engenharia e relacionamento responsável com as comunidades”, reforça o gerente de projetos da ENGIE Brasil, Giuliano Pasquali.

Mercado Livre e transição energética

A destinação integral da energia ao Mercado Livre reforça a tendência de crescimento dos contratos bilaterais no ambiente de contratação livre (ACL), especialmente em projetos solares de grande escala. A estratégia dialoga com a crescente demanda de consumidores corporativos por energia renovável, previsibilidade de custos e cumprimento de metas ESG.

Ao atingir 100% de operação comercial, Assú Sol consolida o Rio Grande do Norte como território estratégico para geração renovável e reafirma o papel do Nordeste como vetor central da expansão solar no Brasil.

Em um momento de avanço da transição energética, eletrificação de processos industriais e descarbonização de cadeias produtivas, projetos estruturantes como Assú Sol ampliam a competitividade da matriz elétrica brasileira e fortalecem o posicionamento do país como líder em energia limpa.

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