EPE recomenda investimentos de R$ 365 milhões em transmissão para o Sudoeste paulista

Estudo R1 projeta novas subestações e linhas de 230 kV para mitigar sobrecargas e garantir a confiabilidade do atendimento às distribuidoras a partir de 2028.

O fortalecimento da infraestrutura elétrica na divisa entre São Paulo e Paraná entrou no radar prioritário do planejamento energético nacional. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) finalizou o estudo de atendimento à região Sudoeste do estado de São Paulo, recomendando um conjunto de obras estruturantes para a Rede Básica e a Rede de Distribuição de Interesse de Transmissão (DIT). Com investimentos estimados em R$ 365 milhões, as intervenções visam solucionar gargalos críticos de sobrecarga e quedas no perfil de tensão que ameaçam a segurança do suprimento em cidades estratégicas da região.

O diagnóstico técnico apontou que o crescimento do consumo, somado à maior solicitação de acesso por consumidores livres e pedidos de aumento do Montante de Uso do Sistema de Transmissão (MUST) pelas distribuidoras locais, como CPFL Santa Cruz e Energisa Sul-Sudeste, está levando o sistema atual ao limite operativo. Atualmente, a região depende de uma rede de 230 kV suprida pelas subestações Assis e Cabreúva, sofrendo forte impacto do intercâmbio de energia entre os subsistemas Sudeste e Sul.

Cronograma de reforços e ampliação de subestações

As recomendações da EPE foram divididas em horizontes de curto e médio prazo. A partir de 2028, o plano prevê a ampliação da capacidade de transformação nas subestações Chavantes, Assis e Andirá Leste. Além disso, o relatório indica a necessidade de recondutorar aproximadamente 38 km de circuitos em 88 kV na rede DIT, visando eliminar sobrecargas em contingência que já começariam a ser observadas nos próximos anos.

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Para o horizonte de 2032, a obra de maior envergadura é a implantação da nova Linha de Transmissão 230 kV Assis – Andirá Leste C2, com 64 km de extensão. Esta nova conexão em circuito simples é considerada essencial para estabilizar o fluxo de energia na fronteira geoelétrica e assegurar que as distribuidoras tenham margem para conectar novas cargas sem comprometer a estabilidade do sistema.

Diagnóstico técnico e critérios de planejamento

O relatório detalha que problemas de sobrecarga em transformadores de Chavantes poderiam surgir já em 2027, caso nenhuma intervenção fosse realizada. A equipe técnica da EPE, em conjunto com especialistas da TSE Consulting, ISA Energia e as distribuidoras locais, avaliou diversas alternativas técnico-econômicas antes de definir a configuração atual como a mais atrativa para o sistema.

A equipe técnica responsável pela elaboração do documento ressalta que o processo de outorga das expansões da rede se inicia com a elaboração dos estudos de viabilidade técnico-econômica e socioambiental de alternativas de expansão, denominados Estudos R1, onde são recomendadas as ampliações e reforços que compõem a alternativa mais atrativa para atender às necessidades sistêmicas.

Transparência e próximos passos

As obras recomendadas foram classificadas conforme o horizonte do Programa de Expansão da Transmissão (PET). Enquanto as obras determinativas seguem para o cronograma imediato, as indicativas serão incorporadas ao Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP) para reavaliações cíclicas.

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A liderança dos estudos pontua que este Relatório R1 apresenta o estudo de alternativas para atendimento elétrico à região sudoeste do estado de São Paulo, contemplando aspectos técnicos e econômicos, e incorporando também a avaliação preliminar associados às expansões de transmissão propostas.

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