Usina de Teles Pires doa 36 mil mudas e amplia recuperação ambiental na Amazônia em 2025

Iniciativa da hidrelétrica em parceria com o município de Paranaíta (MT) impulsiona reflorestamento de áreas degradadas, fortalece segurança hídrica e cria corredores ecológicos na região

A Usina Hidrelétrica de Teles Pires consolidou, ao longo de 2025, uma das maiores ações de restauração ambiental associadas a empreendimentos do setor elétrico na Amazônia. Em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Paranaíta (MT), a hidrelétrica doou 36 mil mudas de espécies florestais nativas, destinadas à recuperação de áreas degradadas e à recomposição de matas ciliares no entorno do reservatório.

O volume distribuído equivale, simbolicamente, ao plantio de cerca de 30 campos de futebol repletos de árvores, beneficiando produtores rurais que atuam diretamente na recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e na implantação de sistemas agroflorestais. A iniciativa integra a estratégia socioambiental da usina, localizada entre os estados do Pará e Mato Grosso, e reforça o papel do setor elétrico na agenda de sustentabilidade e conservação da biodiversidade.

Programa de germoplasma e restauração florestal

A ação faz parte do Programa de Salvamento de Germoplasma Vegetal e Implantação de Viveiro de Mudas, desenvolvido pela UHE Teles Pires como medida de compensação e mitigação ambiental. O programa prevê o resgate de sementes de espécies florestais presentes nas áreas afetadas pela formação do reservatório e a posterior produção de mudas destinadas ao Programa de Recomposição Florestal.

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Entre as espécies distribuídas estão ipês, jatobás, cedros, castanheiras e outras variedades típicas da floresta amazônica. A diversidade genética das mudas tem papel estratégico na recuperação dos ecossistemas, especialmente em áreas anteriormente convertidas em pastagens, aumentando a resiliência ambiental e a capacidade de regeneração natural da paisagem.

Ganhos ambientais e serviços ecossistêmicos

Ao detalhar os resultados já observados com a iniciativa, a AXIA Energia destacou os impactos diretos do reflorestamento na qualidade ambiental da região. O Diretor de Licenciamento Ambiental e Condicionantes da companhia, Jader Fernandes, avalia que os efeitos vão além do plantio em si e se traduzem em benefícios estruturais para o território:

“Com mais de 30 mil mudas já plantadas, estima-se que a área reflorestada ultrapasse 21 hectares. O reflorestamento melhora a qualidade do solo, reduz a erosão, aumenta a infiltração de água e reforça os recursos hídricos locais, sem contar que a vegetação nativa recria corredores ecológicos e habitats para espécies silvestres.”

Na prática, a recomposição da cobertura vegetal contribui para a proteção dos cursos d’água, reduz o assoreamento, melhora a estabilidade dos solos e amplia a conectividade entre fragmentos florestais, fator essencial para a manutenção da fauna e da flora amazônicas.

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Integração com produtores rurais

A distribuição das mudas ocorreu ao longo de todo o ano de 2025, respeitando o calendário de restauração florestal e as condições climáticas mais adequadas para o plantio. Além do fornecimento das espécies, os produtores receberam orientações técnicas sobre manejo, espaçamento, irrigação e acompanhamento das plantas, aumentando significativamente o índice de sobrevivência das mudas.

A estratégia busca transformar o reflorestamento em um vetor de desenvolvimento local, integrando conservação ambiental e geração de renda, especialmente por meio de sistemas agroflorestais que combinam espécies nativas com culturas produtivas.

Na avaliação da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, o programa também tem impacto direto na regularização ambiental das propriedades rurais. A secretária da pasta, Taloana Garcia, destaca que a iniciativa cria oportunidades concretas para os agricultores do município:

“O projeto cria oportunidades dos agricultores familiares e médios produtores regularizem os terrenos, além de diversificarem sistemas produtivos e recompor a floresta do município.”

Setor elétrico e sustentabilidade na Amazônia

A iniciativa da UHE Teles Pires se insere em um movimento mais amplo do setor elétrico brasileiro, que tem sido pressionado a adotar práticas ambientais mais robustas, especialmente em empreendimentos localizados em biomas sensíveis como a Amazônia.

Ao articular poder público, iniciativa privada e produtores rurais, o programa reforça a lógica de cooperação como base para a transição energética sustentável, mostrando que projetos de infraestrutura energética podem atuar também como catalisadores de restauração ambiental e desenvolvimento territorial.

No contexto da expansão da geração renovável e da necessidade de conciliar segurança energética com preservação ambiental, ações como essa reposicionam as hidrelétricas não apenas como ativos de geração, mas como agentes ativos na agenda climática e na construção de um modelo de desenvolvimento de baixo carbono para a região amazônica.

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