Rerrefino ganha protagonismo na segurança energética e evita gasto de US$ 300 milhões ao ano com importações de óleo básico

Em meio à instabilidade do mercado global de petróleo, setor reduz dependência externa, fortalece a economia circular e se consolida como ativo estratégico para a indústria brasileira

Em um contexto de incerteza geopolítica, volatilidade dos preços internacionais do petróleo e riscos crescentes à segurança energética global, o rerrefino de Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC) emerge como um vetor estratégico para o Brasil. Além de mitigar impactos ambientais, a atividade tem desempenhado um papel cada vez mais relevante na redução da dependência externa por insumos críticos, especialmente o Óleo Básico mineral, essencial para a formulação de novos lubrificantes utilizados na indústria, no transporte e na geração de energia.

De acordo com estimativas da Associação Ambiental para coleta, gestão e rerrefino do OLUC (AMBIOLUC), o setor é responsável por evitar parte significativa da importação desse insumo, gerando uma economia anual da ordem de US$ 300 milhões em divisas. O impacto é ainda mais expressivo considerando que o Brasil não é autossuficiente na produção de óleo básico, o que expõe o país a oscilações cambiais, choques de oferta e restrições no comércio internacional de derivados de petróleo.

Rerrefino já responde por quase um quarto da demanda nacional

Atualmente, segundo dados da própria AMBIOLUC, o rerrefino é responsável por 24% do atendimento à demanda nacional de Óleo Básico. A Petrobras responde por cerca de 36% do fornecimento, enquanto 40% ainda dependem de importações, sobretudo de mercados internacionais altamente sensíveis a tensões geopolíticas e decisões estratégicas de grandes produtores.

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Esse cenário reforça o papel do rerrefino como um instrumento de política industrial e energética, capaz de reduzir a vulnerabilidade externa do Brasil e ampliar a resiliência da cadeia de suprimento de lubrificantes, insumo transversal para praticamente todos os segmentos da economia, do agronegócio à indústria pesada, passando por logística, mineração, transporte e geração de energia.

Economia circular como política energética na prática

Para a presidente da AMBIOLUC e head de Relações Institucionais da Lwart Soluções Ambientais, Aylla Kipper, o rerrefino representa um caso concreto de como a economia circular pode gerar ganhos econômicos, ambientais e estratégicos ao mesmo tempo.

“O rerrefino é um exemplo factível de como a economia circular pode gerar valor para o País. Além de transformar um resíduo perigoso em um insumo nobre, o setor contribui para a redução da dependência externa e para a preservação de divisas, especialmente em um cenário global que se apresenta mais instável neste ano que se inicia”, destaca.

A fala sintetiza um movimento mais amplo de reposicionamento do setor de rerrefino, que deixa de ser visto apenas como uma atividade ambientalmente correta e passa a ocupar espaço no debate sobre segurança energética, soberania industrial e transição para modelos produtivos mais eficientes e resilientes.

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Lwart consolida liderança regional em óleos básicos do Grupo II

Dentro desse contexto, a Lwart Soluções Ambientais se destaca como referência nacional no rerrefino de OLUC e como a única produtora de Óleos Básicos do Grupo II na América Latina, categoria de maior valor agregado e qualidade superior, amplamente utilizada em aplicações industriais mais exigentes.

Com mais de cinco décadas de atuação na cadeia da logística reversa, a empresa tem papel central na estruturação do setor no Brasil, contribuindo para a destinação ambientalmente adequada de resíduos perigosos e para a consolidação de uma indústria alinhada aos princípios da sustentabilidade, da economia circular e da segurança energética.

A estratégia da companhia combina investimentos contínuos em tecnologia, eficiência operacional e articulação institucional, posicionando o rerrefino não apenas como solução ambiental, mas como parte estruturante da política industrial brasileira.

Rerrefino como pilar da soberania energética

O movimento de expansão do setor ganha ainda mais relevância diante da projeção de que, em 2026, a Lwart se tornará a segunda maior rerrefinadora do mundo em capacidade produtiva de Óleo Básico do Grupo II. A meta reforça o potencial do Brasil de assumir protagonismo global em uma atividade que conecta sustentabilidade, indústria e energia.

Em um cenário internacional marcado por instabilidade, conflitos geopolíticos e crescente competição por recursos estratégicos, o rerrefino se consolida como um pilar da soberania energética brasileira, ao reduzir a necessidade de importações, preservar divisas e fortalecer uma cadeia produtiva baseada no reaproveitamento de resíduos.

Mais do que uma solução ambiental, o setor passa a ocupar um espaço central no debate sobre resiliência do sistema energético, segurança de suprimentos e desenvolvimento econômico sustentável, mostrando que a transição energética também passa, necessariamente, pela transformação inteligente dos resíduos em ativos industriais de alto valor.

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