Solução permite economia de até 24% no valor do kWh sem investimento inicial e consolida estratégia da cooperativa de atuar como plataforma de infraestrutura
A Coopercompany, primeira cooperativa brasileira do ramo de infraestrutura com foco em telecomunicações, tecnologia e energia, dá um novo passo em sua estratégia de diversificação e integração de serviços com o lançamento do Energiacooper, plataforma voltada a facilitar o acesso dos cooperados à energia renovável por meio de um modelo centralizado de gestão, créditos e faturamento.
A iniciativa surge em um momento de expansão acelerada das fontes renováveis no país e de crescente demanda por soluções que reduzam custos operacionais, simplifiquem a relação com concessionárias e tragam previsibilidade para consumidores de energia, especialmente pequenos e médios empreendedores inseridos no ambiente cooperativista.
Plataforma integra gestão e unifica faturamento
Com o Energiacooper, a Unidade Consumidora de cada cooperado passa a ser administrada diretamente pela Coopercompany. Na prática, a cooperativa centraliza a gestão dos créditos de energia, consolida informações de consumo e unifica a cobrança em uma única fatura, reduzindo a complexidade dos processos e ampliando a transparência para os usuários.
O modelo permite, segundo a Coopercompany, uma economia de até 24% no valor do kWh, sem necessidade de investimento inicial por parte do cooperado. A redução de custos decorre da contratação estruturada de energia renovável e da escala proporcionada pelo modelo coletivo, que amplia o poder de negociação da cooperativa frente aos fornecedores.
Ao apresentar a plataforma, o diretor-presidente da Coopercompany, Igor Sigiani, destacou que o foco do projeto é oferecer eficiência operacional e previsibilidade financeira aos membros. “Nossa prioridade é garantir que os cooperados tenham acesso a soluções capazes de trazer eficiência e previsibilidade de custos. O Energiacooper simplifica o relacionamento com as concessionárias e coloca a força do cooperativismo a serviço de um modelo energético mais sustentável”, afirma.
Energia solar como base inicial e expansão para eólica
O lançamento do Energiacooper ocorre em um contexto favorável para a geração distribuída no Brasil. O país já figura entre os três maiores mercados de energia solar distribuída do mundo, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), com capacidade instalada superior a 28 GW.
Nesse cenário, a plataforma nasce, em sua primeira fase, abastecida por usinas solares, alinhando-se à tendência de descentralização da geração e à busca por fontes de menor impacto ambiental. Igor Sigiani explica que a estratégia é evolutiva e prevê a diversificação da matriz ao longo do tempo. “Nesta primeira fase, o projeto será abastecido por usinas solares, com previsão de incorporar energia eólica na etapa seguinte. A experiência também será unificada, uma vez que todo o consumo passa a constar em apenas uma fatura, ampliando a clareza e o controle dos gastos”, reforça o executivo.
Além do benefício econômico, a proposta também responde à agenda ESG e à pressão crescente de consumidores e investidores por soluções alinhadas à transição energética e à redução de emissões de carbono.
Cooperativa de plataforma e intercooperação
O Energiacooper integra o plano estratégico da Coopercompany de se consolidar como uma “cooperativa de plataforma” no setor de infraestrutura, ampliando sua atuação para além das áreas tradicionais de telecomunicações e tecnologia.
A fase inicial de implementação seguirá em ajustes até março de 2026, com aprimoramentos baseados no feedback dos próprios cooperados e em iniciativas de intercooperação, como a parceria com a Coopervass, de Minas Gerais. O objetivo é adaptar a solução às realidades regionais e às diferentes demandas de consumo de energia.
O projeto também nasce sustentado por parcerias estratégicas com empresas do setor de infraestrutura e energia, entre elas a Evolua, companhia criada pela Andrade Gutierrez, BMPI Infra e GreenYellow. Segundo a Coopercompany, a escolha dos parceiros foi resultado de um processo de pesquisa de 18 meses, visando identificar players com maior aderência ao modelo cooperativista, que hoje reúne mais de 26 milhões de brasileiros.
Cooperativismo e transição energética
A aposta da Coopercompany no Energiacooper sinaliza uma convergência entre dois movimentos estruturais: a expansão do cooperativismo como modelo econômico e a transição energética baseada em fontes renováveis, digitalização e descentralização da geração.
Ao final, a estratégia é posicionar a energia não apenas como insumo, mas como vetor de desenvolvimento e competitividade para os cooperados. Para Igor Sigiani, o impacto vai além da redução de custos. “O cooperativismo coloca pessoas no centro. Quando unimos telecom, tecnologia e energia, criamos um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Estamos confiantes de que essa solução contribuirá para transformar o dia a dia dos nossos membros e fortalecer o setor como um todo”, finaliza.



