Cemig lança 4º ciclo do Inova Cemig Lab com oito desafios estratégicos e reforça inovação aberta no setor elétrico

Programa amplia foco em digitalização, eficiência e descarbonização e já acumula mais de R$ 100 milhões em retorno operacional para a companhia

A Cemig abriu, nesta quinta-feira (18/12), as inscrições para o 4º ciclo do Inova Cemig Lab, um dos programas de inovação aberta mais estruturados e relevantes do setor elétrico brasileiro. Nesta nova etapa, a companhia apresenta oito desafios estratégicos voltados à modernização de suas operações, à transformação digital e à incorporação de soluções alinhadas às novas demandas do sistema elétrico. As startups selecionadas poderão receber até R$ 1,6 milhão para desenvolver e testar tecnologias dentro do ambiente real de operação da empresa.

A iniciativa consolida a Cemig como uma das principais referências nacionais em inovação aplicada ao setor de energia, especialmente em um contexto marcado por redes mais digitalizadas, maior complexidade operacional, metas de descarbonização e pressão por eficiência e qualidade no fornecimento. Desde março de 2024, o Inova Cemig Lab já atraiu mais de 500 propostas de startups de 17 países, resultando na contratação de mais de 40 empresas de base tecnológica.

Inovação aberta como vetor estratégico do setor elétrico

O Inova Cemig Lab foi concebido para ir além de provas de conceito isoladas. O modelo permite que as startups validem suas soluções diretamente na operação da Cemig, com acompanhamento técnico especializado, acesso a dados reais e possibilidade de fornecimento por até quatro anos. Esse formato reduz riscos tecnológicos e acelera a adoção de inovações em escala industrial, algo particularmente relevante em um setor altamente regulado como o elétrico.

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Nos ciclos anteriores, a Cemig investiu cerca de R$ 45 milhões no programa e obteve retorno superior a R$ 100 milhões em ganhos operacionais anuais, além da incorporação de novas soluções ao seu negócio. Os números reforçam a maturidade do programa e sua capacidade de converter inovação em resultados mensuráveis, tanto do ponto de vista econômico quanto operacional.

Oito desafios alinhados à transformação digital e à descarbonização

Os desafios do 4º ciclo refletem as principais agendas do setor elétrico contemporâneo. Entre os temas estão questões clássicas da distribuição de energia, como a detecção de irregularidades a partir de medidores inteligentes e a identificação proativa de faltas com base em dados de conectividade dos clientes. Essas frentes dialogam diretamente com a necessidade de reduzir perdas, aumentar a confiabilidade da rede e melhorar a experiência do consumidor.

Ao mesmo tempo, o programa avança em áreas mais sofisticadas de digitalização e inovação corporativa. Estão previstos desafios voltados à criação de ferramentas jurídicas inteligentes, à gestão integrada da inovação e ao desenvolvimento de um marketplace de certificados de energia renovável e créditos de carbono, temas que ganham relevância com a evolução regulatória e o fortalecimento das agendas ESG no setor elétrico.

Outro destaque é a busca por soluções para a eletrificação de implementos hidráulicos em veículos operacionais, iniciativa alinhada às tendências globais de eficiência energética e redução de emissões. A proposta reforça o papel das concessionárias não apenas como operadoras de infraestrutura, mas também como agentes ativos da transição energética.

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Uso pioneiro de instrumentos regulatórios da Aneel

A Cemig foi a primeira empresa do setor elétrico a utilizar recursos regulatórios de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da Aneel para contratar startups por meio do Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI). Esse modelo jurídico inovador permitiu maior agilidade e segurança na contratação de soluções tecnológicas, transformando o Inova Cemig Lab em referência para outras concessionárias e para a administração pública em geral.

Ao analisar a maturidade da iniciativa, o gerente de Inovação Aberta da Cemig, Felipe Cardoso, destacou que o programa consolidou-se como um elo estratégico entre os desafios operacionais da companhia e o ecossistema de tecnologia. Segundo o executivo, o modelo despertou o interesse de players de todo o mercado.

“O programa se tornou um modelo para o setor elétrico e para a administração pública em geral. Empresas de todo o País nos procura para entender como estruturamos as chamadas, como contratamos startups e como transformamos inovação em resultado real”.

Um ecossistema conectado ao futuro da energia

Para as startups, o Inova Cemig Lab representa uma oportunidade singular de acesso ao mercado de energia em larga escala. Além do financiamento, as empresas selecionadas contam com a possibilidade de validar suas soluções em campo, interagir com especialistas da Cemig e escalar tecnologias em um ambiente real, algo raro em setores intensivos em capital e regulação.

Para Felipe Cardoso, o diferencial do Inova Cemig Lab reside em sua capacidade de converter gargalos do setor elétrico em oportunidades de co-criação com o mercado. O executivo reitera que o objetivo final é o fortalecimento de toda a cadeia produtiva através da inovação aberta.

“Mais do que um edital para testar tecnologias, o Inova Cemig Lab é uma plataforma estratégica para construir o futuro da Cemig e do setor elétrico em Minas Gerais. Ao conectar desafios reais, da digitalização da rede à descarbonização e à eficiência operacional, com startups de alto potencial, criamos valor para a sociedade, para o empreendedorismo e para toda a cadeia de inovação”, afirma.

Minas Gerais como polo de inovação em energia

O novo ciclo do Inova Cemig Lab também reforça o posicionamento de Minas Gerais como um dos principais polos de inovação em energia no Brasil. Ao atrair startups nacionais e internacionais para atuar em um ambiente regulado e complexo, o programa contribui para aumentar a competitividade do ecossistema local e para acelerar a difusão de novas tecnologias no setor elétrico.

Em um cenário de rápida transformação, no qual digitalização, descarbonização e eficiência caminham juntas, a iniciativa da Cemig sinaliza como a inovação aberta pode ser um instrumento eficaz para enfrentar desafios estruturais do sistema elétrico brasileiro e gerar valor sustentável no longo prazo.

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