Complexo fotovoltaico de 169,83 MW, localizado em Pernambuco, recebeu investimento superior a R$ 800 milhões e deve iniciar operação comercial em maio de 2026
O Nordeste dá mais um passo relevante na expansão da geração fotovoltaica com o avanço do Complexo Solar Sol do Agreste, localizado entre os municípios de São Caetano e Tacaimbó, em Pernambuco. O empreendimento, que integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), iniciou em 18 de novembro a fase de testes de suas últimas unidades geradoras, consolidando-se como um dos maiores projetos solares em construção na região.
Com investimento estimado em R$ 823 milhões, o complexo reúne seis usinas solares fotovoltaicas que totalizam 169,83 MW de capacidade instalada, valor comparável ao porte de projetos de grande escala já consolidados nas principais frentes de expansão do setor. A iniciativa reforça o protagonismo da região Nordeste, responsável historicamente por liderar a expansão das fontes renováveis no país.
Investimento robusto e múltiplas usinas em operação até 2026
As seis usinas que compõem o Complexo Sol do Agreste possuem capacidades individuais entre 19,98 MW e 43,29 MW, acomodando no conjunto 549 unidades geradoras. A garantia física total do projeto é de 50,20 MW médios, volume que contribuirá diretamente para o aumento da oferta de energia renovável no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com todas as obras já homologadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o início da operação comercial está previsto para maio de 2026. A estruturação técnica do empreendimento foi desenhada para permitir elevada confiabilidade operacional e maximizar a integração da energia produzida à malha elétrica nacional.
A fase de testes, iniciada agora, representa um dos marcos críticos de verificação de desempenho e segurança antes da entrada em operação plena, etapa que envolve monitoramento dos inversores, inspeção de strings fotovoltaicas, performance em condições de carga e ajustes finais na infraestrutura elétrica.
Integração ao SIN: subestação própria e linha de transmissão de 230 kV
Para viabilizar a conexão do complexo ao SIN, está em implantação uma subestação elevadora de 34,5/230 kV, que terá papel estratégico na adequação de tensão e integração ao sistema de transmissão. A infraestrutura inclui ainda uma linha de transmissão (LT) de 230 kV com 1,3 km de extensão, conectando o ativo à Subestação Tacaimbó.
Esse arranjo elétrico foi projetado para assegurar estabilidade e qualidade de energia, reduzindo perdas e permitindo o escoamento eficiente da geração fotovoltaica, uma demanda recorrente entre novos projetos renováveis no Nordeste, região que enfrenta desafios de transmissão compatíveis com seu rápido crescimento.
Licenciamento ambiental concluído e relevância estratégica para o setor
O licenciamento ambiental do complexo foi conduzido pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), que já emitiu a Licença de Operação (LO), etapa determinante para o início da fase de testes. A condução do processo reforça o alinhamento do empreendimento às normas ambientais estaduais e às diretrizes de sustentabilidade do setor elétrico.
Com licenciamento concluído, obras homologadas e testes iniciados, o Complexo Sol do Agreste avança como um ativo relevante para a matriz renovável brasileira. O projeto contribui para diversificar a oferta de energia limpa, ampliar a segurança energética e fortalecer a economia regional, especialmente em Pernambuco, estado que acumula benefícios da presença crescente de infraestrutura solar.
Impacto regional e sinergia com as metas nacionais de expansão renovável
Além de expandir a capacidade instalada da fonte solar fotovoltaica, o Sol do Agreste contribui para os objetivos estratégicos do Novo PAC, que busca acelerar obras de infraestrutura e ampliar investimentos em energia renovável. Em um cenário de transição energética global, empreendimentos como esse reforçam a competitividade do Brasil e sua capacidade de atrair capital para projetos sustentáveis.
A consolidação do Nordeste como polo de geração solar e eólica também estimula a cadeia de fornecedores, promove a criação de empregos diretos e indiretos e amplia as oportunidades de desenvolvimento local, efeitos que tendem a ser intensificados com a entrada em operação comercial do complexo.



