Francisco Valdir Silveira assume presidência interina do SGB com foco em transparência e avanço do conhecimento mineral

Geólogo de carreira e doutor em Geodinâmica pela UFRN, Silveira acumula o comando do SGB com a Diretoria de Geologia e Recursos Minerais e promete fortalecer a pesquisa em minerais estratégicos e o papel técnico da instituição

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) anunciou nesta quarta-feira (12/11) a nomeação de Francisco Valdir Silveira como presidente interino da instituição, após aprovação do Conselho de Administração. Silveira acumulará a nova função com o cargo de diretor da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), que ocupa desde 2023.

A substituição ocorre após a destituição de Sabrina Góis da presidência e marca uma nova fase para o SGB, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME) e responsável por subsidiar políticas públicas e estudos técnicos sobre recursos minerais e riscos geológicos em todo o país.

A mudança na liderança acontece em um contexto de reestruturação institucional e ampliação de parcerias técnico-científicas, especialmente em temas relacionados à transição energética, minerais críticos e sustentabilidade ambiental, áreas de crescente relevância para a segurança mineral e energética do Brasil.

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Perfil técnico e trajetória sólida na geologia brasileira

Francisco Valdir Silveira é geólogo de carreira do SGB, com graduação, mestrado em Geociências e doutorado em Geodinâmica e Geofísica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ao longo de sua trajetória, construiu sólida experiência em Geologia Econômica, tendo atuado na iniciativa privada em grandes grupos internacionais como Anglo American e De Beers.

Nessas companhias, liderou projetos de exploração mineral, geoquímica, geofísica exploratória e geologia regional, com foco em minerais estratégicos e críticos, considerados essenciais para o desenvolvimento tecnológico e energético global.

No SGB, Silveira tem se destacado pela condução de projetos estruturantes voltados ao avanço do conhecimento geológico e mineral do país, especialmente em um momento em que a transição energética mundial reforça a importância dos minerais como o lítio, nióbio, terras-raras e grafita para a indústria de baixo carbono.

Compromisso com ética, eficiência e interesse público

Ao assumir interinamente a presidência do SGB, Silveira destacou o compromisso com os princípios fundamentais da gestão pública e com o fortalecimento institucional.

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“Reafirmo, perante os colegas do SGB, o compromisso com os princípios que regem a Administração Pública, como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, bem como a relevância de uma gestão pautada pela ética, transparência e pelo interesse público junto à nossa instituição”, afirmou.

A fala reflete a orientação de continuidade administrativa, mas também a ênfase na governança, transparência e fortalecimento técnico do SGB, temas que vêm ganhando espaço dentro das autarquias federais ligadas ao setor mineral e energético.

Papel estratégico do SGB na transição energética e segurança mineral

O Serviço Geológico do Brasil desempenha papel central na geração de informações geocientíficas que orientam tanto políticas públicas de mineração e infraestrutura quanto estratégias de mitigação de riscos ambientais e geológicos.

Com a crescente demanda global por minerais estratégicos, insumos fundamentais para a produção de baterias, painéis solares, turbinas eólicas e veículos elétricos, o SGB tem se consolidado como uma das principais fontes de dados para atração de investimentos e mapeamento de novas reservas.

Sob a condução de Silveira na DGM, o órgão intensificou projetos de pesquisa mineral aplicada, como o Levantamento Geoquímico Nacional, além de estudos sobre o potencial de recursos críticos na Amazônia Legal e no semiárido nordestino.

A expectativa é que sua gestão interina à frente do SGB mantenha o foco nessas agendas estratégicas, garantindo integração entre inovação científica e desenvolvimento sustentável.

Perspectivas para a nova gestão

A nomeação de Silveira ocorre em um momento em que o governo federal busca fortalecer a estrutura técnica das instituições ligadas ao MME e atrair investimentos para o setor mineral com responsabilidade ambiental.

Internamente, o SGB enfrenta o desafio de modernizar processos de pesquisa, digitalizar acervos e ampliar o acesso público às informações geológicas, medidas que podem ampliar a transparência e consolidar o papel da instituição como referência científica e regulatória.

Com sua experiência técnica e visão estratégica, Silveira deve conduzir o órgão com ênfase na continuidade das políticas de pesquisa e mapeamento, além de reforçar a interlocução com universidades, empresas e agências internacionais voltadas à inovação geocientífica.

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