Autorizado pela ANEEL, o aumento médio de 19,72% reflete pressões de custos setoriais, encargos e variações financeiras. Companhia atende mais de 41 mil consumidores em Goiás
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (11/11) o Reajuste Tarifário Anual de 2025 da Companhia Hidroelétrica São Patrício (CHESP), distribuidora com sede em Ceres (GO). As novas tarifas entram em vigor no próximo dia 22 de novembro, impactando cerca de 41,2 mil unidades consumidoras atendidas pela concessionária.
O efeito médio total para os consumidores será de 19,72%, com variação conforme a classe de consumo. Para o grupo residencial (B1), o reajuste será de 20,48%. Na baixa tensão, o aumento médio é de 20,72%, enquanto os consumidores conectados em alta tensão terão acréscimo médio de 14,30%.
| Classe de Consumo | Reajuste Médio (%) |
|---|---|
| Residencial (B1) | 20,48 |
| Baixa Tensão (média) | 20,72 |
| Alta Tensão (média) | 14,30 |
| Efeito Médio Geral | 19,72 |
Encargos e custos de distribuição pressionam reajuste
De acordo com a ANEEL, o resultado do processo tarifário foi fortemente influenciado por encargos setoriais, custos de distribuição e transporte de energia, além de componentes financeiros. Esses elementos compõem a estrutura tarifária que garante o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras e a continuidade dos serviços prestados.
O aumento também reflete o impacto de variações de custos de compra de energia, especialmente em um contexto de recomposição de encargos e subsídios dentro do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Nos últimos ciclos tarifários, a agência vem enfrentando um desafio duplo: conter a escalada dos custos setoriais e, ao mesmo tempo, garantir que as distribuidoras mantenham sustentabilidade operacional. No caso da CHESP, o reajuste segue os parâmetros do contrato de concessão e o modelo de revisão tarifária periódica, que avalia custos gerenciáveis e não gerenciáveis da concessionária.
Contexto: tarifas sob pressão em 2025
O reajuste da CHESP ocorre em meio a um cenário nacional de alta sensibilidade tarifária, impulsionado pela reestruturação de encargos, compensações financeiras e pela retomada de custos do setor elétrico após um período de alívio em 2024.
Entre os fatores que mais têm influenciado os reajustes estão o aumento do custo de transporte de energia (TUST/TUSD), o crescimento de encargos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e os repasses de créditos de PIS/Cofins, cuja compensação tem sido gradualmente absorvida pelas tarifas desde o ano passado.
A modicidade tarifária permanece como um desafio regulatório, especialmente para distribuidoras de pequeno porte como a CHESP, cuja base de consumidores limitada restringe diluições de custos fixos e financeiros.



