ENGIE Brasil Energia amplia investimentos e registra lucro líquido ajustado de R$ 731 milhões no 3º trimestre de 2025

Companhia cresce 9,8% em relação a 2024, expande portfólio renovável e fortalece resultados com projetos de grande porte em geração e transmissão

A ENGIE Brasil Energia (EGIE3) encerrou o terceiro trimestre de 2025 (3T25) com lucro líquido ajustado de R$ 731 milhões, um crescimento de 9,8% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho positivo reflete o avanço operacional e comercial da companhia, aliado à expansão de seu portfólio em projetos de geração e transmissão de energia no país.

A receita operacional líquida atingiu R$ 3,3 bilhões, alta de 31,8%, enquanto o EBITDA ajustado somou R$ 1,9 bilhão, representando crescimento de 12,4% frente ao ano anterior. Segundo a empresa, os resultados confirmam a eficiência da gestão operacional, a disciplina na execução de investimentos e o avanço dos projetos estratégicos em curso.

Resultados sólidos sustentam trajetória de crescimento sustentável

Mesmo diante de um cenário desafiador para o setor elétrico, a ENGIE manteve sua trajetória de crescimento sustentável e entrega de resultados consistentes. O diretor-presidente da companhia, Eduardo Sattamini, destacou o foco em eficiência e expansão com responsabilidade.

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“Em um cenário desafiador para todo o setor elétrico, mantivemos nossa trajetória de crescimento sustentável e entrega de resultados consistentes. Desenvolvemos um plano robusto de investimentos para avançar com eficiência e fortalecer a performance dos projetos de geração e transmissão, com visão de longo prazo e um portfólio diversificado de soluções renováveis. Essa combinação fortalece a competitividade da empresa e amplia nosso protagonismo na transição energética,” afirma Eduardo Sattamini, diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia.

Os números do trimestre evidenciam a resiliência do modelo de negócios da ENGIE, sustentado por gestão integrada de ativos, diversificação de fontes renováveis e forte disciplina de capital.

Projetos estruturantes consolidam posição da ENGIE no mercado de energia limpa

Entre os destaques do período estão os avanços em grandes empreendimentos de geração e transmissão, que reforçam o papel da ENGIE como líder em energia renovável no Brasil.

O Conjunto Eólico Serra do Assuruá, localizado na Bahia, concluiu a montagem e o comissionamento de 188 aerogeradores, totalizando 846 MW de capacidade instalada, o maior parque eólico da ENGIE no mundo. Com investimento de R$ 6 bilhões, o projeto destina sua energia ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e aguarda a liberação final da ANEEL para a operação comercial das últimas centrais.

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Outro avanço relevante é o Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, no Rio Grande do Norte, com 99,5% das obras concluídas até setembro. Com 752 MWac de capacidade instalada e investimento de R$ 3 bilhões, o projeto já possui quatro usinas em operação comercial e 12 em testes, com previsão de conclusão total no primeiro trimestre de 2026.

No segmento de transmissão, a Asa Branca Transmissora de Energia obteve licença prévia do Ibama e ampliou o ritmo das obras civis e mecânicas. O empreendimento, com cerca de mil quilômetros de extensão, será essencial para escoar energia renovável do Nordeste, fortalecendo a confiabilidade do sistema elétrico.

Investimentos estratégicos e modernização de ativos fortalecem portfólio

Durante o trimestre, a ENGIE investiu R$ 3,6 bilhões, reafirmando seu compromisso com a expansão e modernização da infraestrutura energética. Desse total, R$ 2,9 bilhões foram destinados à aquisição das Usinas Hidrelétricas Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão, no Amapá, reforçando o portfólio hídrico da companhia.

Outros R$ 542 milhões foram aplicados na construção de novos projetos, incluindo a Asa Branca Transmissora, os conjuntos Assú Sol e Serra do Assuruá, além da Graúna Transmissora e da Usina Fotovoltaica Paracatu IV.

A ENGIE também destinou R$ 70 milhões à manutenção e revitalização de seu parque gerador e R$ 12 milhões à modernização das Usinas Hidrelétricas Jaguara e Ponte de Pedra. Esses investimentos reforçam o objetivo da empresa de manter um portfólio equilibrado entre diferentes fontes de geração, com foco em eficiência e sustentabilidade operacional.

Expansão comercial impulsiona resultados e fortalece rentabilidade

A ENGIE também apresentou crescimento expressivo na área de comercialização de energia, com aumento de 17,6% na carteira de clientes frente ao 3T24. O volume de energia comercializada atingiu 4.668 MW médios, um avanço de 15,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (sem considerar operações de trading).

De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores, Pierre Leblanc, o resultado confirma a força do modelo de negócios da empresa e sua capacidade de gerar valor com disciplina e rentabilidade.

“Neste trimestre os resultados foram impulsionados por frentes estratégicas do nosso portfólio e demonstram a capacidade da Companhia em crescer com rentabilidade, mantendo o equilíbrio de sua cadeia de negócios com a valorização da performance comercial. Mantemos uma disciplina rigorosa na alocação de capital, priorizando investimentos que fortalecem o portfólio e asseguram retornos consistentes aos clientes e acionistas”, afirma Pierre Leblanc, diretor financeiro e de relações com investidores da ENGIE Brasil Energia.

Com crescimento sustentado, portfólio diversificado e foco em inovação, a ENGIE reforça sua posição como uma das principais referências em energia renovável e eficiência operacional na América Latina.

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