Equatorial reforça eficiência e reduz perdas abaixo do limite regulatório no 3T25

Resultados operacionais mostram avanço consolidado em todas as regiões de atuação e desempenho consistente na redução de perdas técnicas e comerciais

A Equatorial S.A. (B3: EQTL3) apresentou crescimento de 3,1% na energia injetada total no terceiro trimestre de 2025, atingindo 18.328 GWh, segundo a prévia operacional divulgada pela companhia. O resultado reflete a expansão do consumo nas classes baixa renda, industrial e comercial, além de ganhos contínuos de eficiência em suas concessões de distribuição.

Já a energia faturada e compensada, que inclui a geração distribuída, avançou 2,6% em relação ao 3T24, somando 14.112 GWh. A energia distribuída também cresceu 3,3%, para 15.007 GWh, consolidando a tendência de recuperação do mercado de distribuição da companhia.

“A energia injetada segue apresentando crescimento, mesmo partindo de uma base de comparação mais robusta, enquanto a energia distribuída reflete a efetividade do trabalho de combate a perdas do grupo”, destacou a empresa no comunicado.

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Desempenho regional mostra avanço no Norte e Nordeste

Na Região Norte, o estado do Pará registrou crescimento de 3,1% na energia injetada e 1,4% na energia faturada + compensada, impulsionado pelo aumento do consumo das classes industrial e residencial. Já o Amapá apresentou retração de 4,5% na injetada, atribuída à queda no consumo das classes residencial e comercial, mas manteve estabilidade no faturamento, sinal de maior eficiência no controle de perdas.

A geração distribuída (GD) já representa uma fatia relevante: 9,5% da energia injetada no Pará e 8,1% no Amapá tiveram origem em mini e microgeração, demonstrando o avanço da geração solar no portfólio da Equatorial.

No Nordeste, o destaque foi o Piauí, com crescimento expressivo de 9,4% na injetada e 9,1% na faturada + compensada. O resultado é atribuído às temperaturas mais elevadas entre julho e setembro, que elevaram o consumo médio dos clientes residenciais. O Maranhão cresceu 5,9% na injetada, impulsionado pela classe baixa renda, enquanto Alagoas manteve ritmo moderado de 1,8%, mas reduziu perdas em 1,5 ponto percentual no trimestre.

A GD também avançou fortemente na região: 18,4% da energia injetada no Piauí e 13,7% em Alagoas vieram de micro e minigeradores.

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Goiás e Rio Grande do Sul mantêm estabilidade com eficiência operacional

No Centro-Oeste, Goiás registrou alta de 1,4% na energia injetada e 0,7% na faturada + compensada, com 16,3% da energia injetada proveniente de mini e microgeração, o maior percentual entre todas as concessões da Equatorial.

Já no Rio Grande do Sul, o crescimento foi de 2,2% na injetada e 3,3% na faturada + compensada, mesmo após um faturamento retroativo de 77 GWh no 3T24. Desconsiderando esse efeito, o crescimento real seria de 7,4%, impulsionado pela recuperação econômica estadual e pelo êxito das ações de combate a perdas, que caíram 1,2 ponto percentual no período.

A geração distribuída respondeu por 4,7% da energia injetada no estado, reforçando a diversificação da matriz regional.

Perdas consolidadas caem para 17,4%, abaixo do nível regulatório

Um dos principais destaques do trimestre foi a redução das perdas consolidadas para 17,4%, 0,5 p.p. abaixo do registrado no 3T24 e 1,0 p.p. abaixo do limite regulatório médio definido pela Aneel.

O avanço foi sustentado por melhoras significativas em várias distribuidoras do grupo, especialmente na CEA (-4,7 p.p.), Equatorial Alagoas (-1,5 p.p.), Equatorial Goiás (-1,3 p.p.) e CEEE-D (-1,2 p.p.).

Atualmente, quatro distribuidoras operam abaixo dos limites regulatórios (Piauí, Alagoas, Goiás e Amapá), enquanto as demais estão a menos de 1 ponto percentual do enquadramento.

“Destacamos a melhora da CEEE-D, que reduziu a distância para a meta regulatória pela metade desde o 2T25”, informou a companhia no comunicado ao mercado.

Geração e saneamento também mostram estabilidade

No segmento de geração renovável, a energia líquida gerada foi de 1.315,1 GWh, volume estável em relação ao ano anterior. Sem os efeitos de restrição de despacho (“constrained-off”), a geração teria alcançado 1.893,9 GWh.

No saneamento, a Equatorial encerrou o trimestre com 98,4 mil economias faturadas no serviço de distribuição de água, alta de 9,6%, e 19,2 mil economias também atendidas pelo serviço de esgoto. O índice de cobertura de água subiu 11,1 p.p. entre trimestres, alcançando 70%.

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