Projeto de 16 MWh e 8 MW de potência, instalado em uma indústria alimentícia, reforça a expansão dos sistemas BESS no Brasil e impulsiona a eficiência energética e a descarbonização do setor
O armazenamento de energia por baterias, tecnologia conhecida pela sigla BESS (Battery Energy Storage System), vem se consolidando como um dos pilares da transição energética e da competitividade industrial no Brasil. Estimativas do setor apontam que o mercado deve movimentar cerca de R$ 22 bilhões em investimentos até 2030, e o novo projeto em Promissão (SP) é um marco nesse movimento.
Trata-se de um dos maiores sistemas de baterias da América Latina instalados em uma planta industrial alimentícia, com 16 MWh de capacidade e 8 MW de potência. A solução está sendo conduzida pela Engemon Energy, empresa referência em infraestrutura elétrica e projetos de grande porte, e promete inaugurar um novo patamar de eficiência e segurança energética no setor.
Com previsão de 90 dias para início da operação, o sistema tem potencial para reduzir custos de energia, aumentar a confiabilidade do fornecimento e reforçar a agenda de descarbonização na indústria. Além disso, o projeto ilustra como as megabaterias estão se tornando estratégicas para empresas que buscam autonomia energética e estabilidade operacional.
Eficiência, previsibilidade e sustentabilidade
O projeto de Promissão simboliza o avanço do conceito “behind the meter” (BTM), no qual o sistema de armazenamento é instalado atrás do medidor da concessionária, permitindo ao consumidor gerenciar sua própria energia.
Com o sistema BESS, a indústria beneficiada poderá economizar em tarifas, controlar a demanda junto à distribuidora, mitigar reativos e garantir backup automático em situações de falha no fornecimento. A iniciativa é também um exemplo de replicabilidade industrial, podendo ser adaptada a outras plantas do mesmo grupo e a setores diversos, como bebidas, papel e celulose, mineração e agronegócio.
Integração tecnológica e desafios do projeto
De acordo com o CEO da Engemon Energy, Jorge Berger, a principal complexidade do projeto está na integração entre o sistema elétrico existente e o novo sistema de baterias, sem comprometer o ritmo produtivo da indústria.
“A integração do BESS com outras soluções de energia da indústria precisa orquestrar a contribuição de cada fonte, otimizar custo e confiabilidade e acionar o backup quando necessário”, explicou o especialista.
Essa integração envolve engenharia de ponta, automação de controle e inteligência energética, garantindo que o sistema opere de forma harmônica com outras fontes, como geração fotovoltaica ou subestações próprias.
Engemon Energy amplia protagonismo no mercado BESS
Com o novo projeto, a Engemon Energy consolida sua posição de liderança no mercado nacional de armazenamento. Segundo Jorge Berger, a empresa agora detém o maior portfólio de projetos “behind the meter” do Brasil e é responsável pelo maior sistema industrial de baterias já desenvolvido no país.
“A instalação de um BESS desse porte consolida a Engemon Energy não apenas como a empresa com maior portfólio de projetos behind the meter (BTM) no Brasil, mas também como responsável pelo maior sistema industrial já desenvolvido no país. Estamos preparados para capturar essa onda de investimentos oferecendo soluções seguras, confiáveis e escaláveis para atender indústrias e utilities”, afirma Berger.
Atualmente, a Engemon Energy contabiliza mais de 58 MWh instalados em sistemas BESS e planeja ultrapassar 100 MWh até o fim de 2025. O projeto de Promissão, com 16 MWh, representa 40% da meta restante, reforçando o ritmo acelerado da empresa na implementação de soluções energéticas de ponta.
Ambiente favorável à expansão das megabaterias
A aposta da Engemon ocorre em um momento estratégico para o setor elétrico. O marco regulatório para sistemas BTM, somado à expectativa de novos leilões de capacidade e à redução no custo de componentes, cria condições ideais para o crescimento do mercado de megabaterias no Brasil.
“Esse projeto traz a segurança necessária para que indústrias avancem com confiança, demonstrando que o Brasil já está pronto para expandir o uso de BESS em escala. Cada sistema instalado abre caminho para uma matriz mais inteligente, resiliente e sustentável, acelerando a transição energética nacional”, complementa Berger.
A empresa também acompanha de perto as principais tendências internacionais de armazenamento, adaptando-as ao contexto nacional. “Estamos atentos à evolução de tecnologias de baterias mais seguras e de maior densidade, ao uso de algoritmos avançados de gestão energética e à adoção de soluções modulares padronizadas, que reduzem custos e aceleram a implementação. Essas tendências já estão em uso em mercados maduros, e a Engemon Energy as traz para o Brasil”, acrescenta o executivo.
O futuro da energia armazenada no Brasil
O projeto em Promissão reforça o papel do armazenamento de energia como pilar da nova matriz elétrica brasileira. Combinando eficiência operacional, sustentabilidade e inovação, a tecnologia BESS se consolida como um instrumento de competitividade industrial e um vetor da descarbonização no país.
A Engemon Energy, ao liderar essa transformação, não apenas amplia sua presença no mercado, mas também posiciona o Brasil entre os protagonistas latino-americanos na corrida global pela energia inteligente.



