Parceria com a Atlantic Energias Renováveis prevê três usinas solares na Bahia e reforça estratégia de redução de custos e sustentabilidade da operadora
A TIM Brasil está acelerando sua estratégia de transição energética com um novo passo no setor solar. A companhia anunciou que poderá deter participação de até 96,27% em consórcios de autoprodução de energia solar formados em parceria com a CGN Brasil, por meio da subsidiária Atlantic Energias Renováveis. A iniciativa busca garantir maior previsibilidade no consumo energético, além de ampliar os ganhos em sustentabilidade e competitividade.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já aprovou a operação em 2 de outubro. No entanto, a efetivação do acordo ainda depende da transferência das outorgas de geração de energia à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Estratégia conjunta no setor solar
Segundo a CGN Brasil, a operação é vista como uma oportunidade estratégica para fortalecer sua presença no mercado brasileiro de geração renovável. Já a TIM reforça que a autoprodução solar terá impacto direto em sua matriz energética, com destaque para redução de custos e maior independência frente à volatilidade do setor.
O projeto será estruturado a partir de consórcios de autoprodução por arrendamento, modelo em que o ativo de geração é construído pelo desenvolvedor e arrendado ao consumidor, que passa a utilizar a energia de forma estável e previsível. Após o prazo contratual, os ativos podem ser transferidos ao cliente, consolidando o investimento em geração própria.
Detalhes dos projetos: três usinas no Nordeste
A Atlantic Energias Renováveis detém atualmente os direitos de três usinas fotovoltaicas em Lagoa do Barro, no Piauí. Com a aprovação regulatória, essas unidades serão transferidas para o estado da Bahia, onde entrarão em operação conjunta com a TIM.
- As usinas envolvidas são Lagoa do Barro II, III e V, com potência instalada total de 144,36 MW.
- Nos projetos Lagoa do Barro II e III, a TIM deterá 96,2% de participação, enquanto a Atlantic lidera com 3,7%.
- Já na usina Lagoa do Barro V, a Atlantic será a líder do consórcio com 27,3%, e a TIM participará com 72,6%.
Histórico da TIM no consumo renovável
A TIM tem se consolidado como uma das empresas mais engajadas do setor de telecomunicações em iniciativas de energia limpa. Até junho de 2025, 65% do consumo de energia da companhia já era suprido por 130 usinas solares, hídricas e de biogás, todas arrendadas de parceiros e distribuídas em 23 estados e no Distrito Federal.
Esses ativos já abastecem 20 mil estações da operadora, com geração anual de 427 GWh, equivalente ao consumo de 237 mil residências populares ou de mais de 700 mil habitantes.
Eficiência energética e economia
A expansão reforça os resultados positivos conquistados nos últimos anos pela empresa. Em 2022, a TIM iniciou sua jornada no modelo de autoprodução por arrendamento e mais que dobrou o número de usinas em apenas dois anos.
A evolução da TIM em sustentabilidade é notável. Dados mais recentes mostram que a empresa mais que dobrou o número de usinas desde 2022, gerando uma economia de aproximadamente R$ 40 milhões somente em 2024, um resultado que, reafirma o compromisso da companhia em contribuir ativamente com a redução dos impactos climáticos.
Importância para o mercado de telecomunicações
A entrada da TIM no setor de autoprodução solar não é apenas um movimento estratégico de gestão de custos, mas também posiciona a companhia como referência em práticas de sustentabilidade corporativa. No setor de telecomunicações, onde a demanda por energia é crescente devido ao aumento da conectividade e expansão do 5G, garantir fornecimento renovável e previsível representa um diferencial competitivo.
Além disso, a associação com a CGN Brasil, uma das maiores empresas globais de geração renovável, reforça a solidez da iniciativa e abre caminho para novos investimentos no Brasil.
Perspectivas regulatórias e expansão
A expectativa agora está voltada para a aprovação da Aneel, etapa necessária para que os consórcios possam assumir oficialmente a geração. A partir daí, a TIM terá maior controle sobre sua matriz energética e poderá avançar em novas parcerias no segmento.
Com o projeto, a operadora reforça sua posição de liderança em eficiência energética e sustentabilidade, alinhando-se às metas globais de redução de emissões e contribuindo para a transição energética brasileira.



