Com 300 MW de capacidade instalada e contratos de suprimento até 2040, o empreendimento do Novo PAC fortalece a matriz renovável, atrai investimentos e impulsiona o desenvolvimento regional
O Brasil deu mais um passo importante rumo à ampliação de sua matriz renovável. Entrou em operação, na última quarta-feira (17/09), o Complexo Fotovoltaico Panorama, localizado no município de Ribeiro Gonçalves, no Piauí. O empreendimento, parte do programa Novo PAC, é formado por 99 unidades geradoras distribuídas em três usinas, Panorama 01, 02 e 03, e totaliza 300 megawatts (MW) de capacidade instalada, suficiente para abastecer centenas de milhares de residências com energia limpa e sustentável.
Conectado à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio da subestação Ribeiro Gonçalves, o complexo representa um avanço estratégico na transição energética do país, ampliando a oferta de eletricidade proveniente de fonte solar e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.
Governo destaca importância para a segurança energética
Durante a inauguração, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou a relevância do projeto para a segurança energética do Brasil e para o desenvolvimento econômico da região Nordeste.
“Celebramos um marco importante com a entrada em operação do Complexo Fotovoltaico Panorama. Esse empreendimento reforça a nossa matriz renovável, atraindo mais investimentos e gerando milhares de empregos para a população. Com capacidade instalada de 300 megawatts, o complexo demonstra, mais uma vez, o potencial do Brasil para liderar a produção de energia limpa e sustentável, assegurando desenvolvimento regional e segurança energética para o país”, afirmou o ministro.
A fala de Silveira evidencia não apenas a importância do projeto para a expansão da geração solar, mas também seu papel como vetor de atração de investimentos privados e geração de empregos em estados do Nordeste, que se consolidam como protagonistas na produção de energia renovável.
Energia garantida até 2040
O Complexo Panorama assegurou contratos de suprimento de longo prazo ao participar do 35º Leilão A-5 de Energia Nova, realizado em 2021. Os contratos, com vigência até 2040, oferecem previsibilidade financeira e estabilidade para os investidores, ao mesmo tempo em que garantem a continuidade do fornecimento de energia solar para o Sistema Interligado Nacional.
A estruturação do empreendimento inclui incentivos estratégicos. O processo de licenciamento ambiental foi conduzido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (SEMARH-PI), que concedeu as Licenças de Operação (LOs) para as três usinas e para a linha de interesse restrito. Além disso, o projeto se enquadra no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), que garante benefícios fiscais e contribui para a viabilização econômica de grandes obras de energia no Brasil.
Papel do Novo PAC na transição energética
O Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tem se mostrado uma ferramenta essencial para acelerar a transição energética no país. Coordenado pelo Governo Federal em parceria com o setor privado, estados, municípios e movimentos sociais, o programa busca impulsionar o crescimento econômico, gerar empregos e reduzir desigualdades regionais.
No eixo de Transição Energética, subeixo Geração de Energia, a carteira de empreendimentos conta atualmente com 534 usinas, das quais 322 já foram concluídas. A entrada em operação do Complexo Panorama reforça o compromisso do Novo PAC em ampliar a capacidade de geração limpa, fortalecendo o protagonismo do Brasil no cenário mundial de energias renováveis.
Piauí: um polo estratégico para a energia solar
O Piauí vem se consolidando como um dos principais polos de energia solar do Brasil, graças ao alto índice de irradiação solar e à infraestrutura crescente para projetos de grande porte. O Complexo Panorama se soma a outros empreendimentos no estado, que juntos contribuem para a diversificação da matriz energética nacional e para o cumprimento das metas de descarbonização assumidas pelo país em acordos climáticos internacionais.
Com a operação do novo complexo, o Piauí fortalece sua vocação como exportador de energia limpa, gerando benefícios que vão além do fornecimento elétrico, como a criação de empregos diretos e indiretos, a arrecadação de tributos e o estímulo a cadeias produtivas locais.



