Novo acordo eleva participação de fontes limpas para 55% do consumo de eletricidade da Mosaic no Brasil e reforça a meta de neutralidade de carbono até 2040
A Casa dos Ventos, uma das maiores desenvolvedoras de projetos de energia renovável do Brasil, anunciou a ampliação de sua parceria com a Mosaic Fertilizantes, empresa global de nutrição de solos. O novo contrato prevê o fornecimento adicional de energia eólica para a produção de fosfato da Mosaic no país, ampliando significativamente a participação de fontes renováveis no consumo da companhia.
Com a iniciativa, a fatia de eletricidade proveniente de energia renovável utilizada pela Mosaic em suas operações brasileiras passará de 30% para 55%. O acordo, na modalidade de autoprodução, contempla o fornecimento de 25 megawatts (MW) médios até 2040, oriundos do Complexo Eólico Serra do Tigre, no Rio Grande do Norte, e de Picuí, na Paraíba, cuja entrada em operação está prevista para o início de 2026.
Histórico da parceria e expansão dos contratos
A relação entre as duas empresas não é recente. Desde dezembro de 2024, a Mosaic já mantinha contrato de fornecimento com a Casa dos Ventos para 30 MW médios de energia, provenientes da usina de Umari, também localizada no Rio Grande do Norte.
A decisão de ampliar o fornecimento demonstra o avanço de uma parceria estratégica voltada à descarbonização da cadeia de fertilizantes no Brasil, setor considerado de alta intensidade energética.
Segundo a Casa dos Ventos, o novo contrato permitirá evitar a emissão de mais de 27 mil toneladas de CO₂ por ano, contribuindo de forma expressiva para os compromissos ambientais assumidos pela Mosaic, que estabeleceu a meta de neutralidade de carbono até 2040.
Compromisso com a sustentabilidade
Em nota oficial, o diretor-executivo da Casa dos Ventos, Lucas Araripe, destacou a relevância da iniciativa: “A extensão deste contrato com a Mosaic é reflexo da solidez da parceria construída nos últimos anos e da confiança em nossas soluções. Reforçamos, com isso, nosso compromisso em contribuir para que nossos parceiros avancem em sua trajetória rumo à descarbonização”, afirmou.
O movimento está alinhado ao esforço de grandes indústrias de reduzir a pegada de carbono em suas cadeias produtivas. No caso da Mosaic, uma das líderes no setor de fertilizantes, a transição energética se torna ainda mais estratégica por estar diretamente conectada à produção agrícola sustentável, pilar fundamental da economia brasileira.
Impactos econômicos e ambientais
Especialistas avaliam que contratos de autoprodução de energia renovável, como o firmado entre Casa dos Ventos e Mosaic, trazem benefícios em três dimensões principais:
- Financeira – redução da exposição ao mercado regulado de energia e previsibilidade de custos de longo prazo.
- Ambiental – corte expressivo nas emissões de gases de efeito estufa, em consonância com as metas globais de mitigação das mudanças climáticas.
- Estratégica – reforço da imagem corporativa perante investidores, consumidores e parceiros internacionais, em um contexto em que cadeias globais de valor demandam cada vez mais compromissos ambientais sólidos.
No caso específico do novo contrato, a redução estimada de 27 mil toneladas de CO₂/ano equivale à retirada de cerca de 18 mil carros de passeio das ruas, segundo parâmetros de emissões do setor automotivo.
Relevância para o setor energético brasileiro
O anúncio também consolida a posição do Nordeste brasileiro como epicentro da expansão da energia eólica no país. Regiões como o Rio Grande do Norte e a Paraíba concentram alguns dos maiores complexos eólicos em operação e em construção no Brasil, favorecidos pela alta qualidade dos ventos e pela infraestrutura de transmissão em expansão.
Para a Casa dos Ventos, o contrato reforça seu papel como parceira estratégica de grandes consumidores industriais que buscam soluções de descarbonização. Já para a Mosaic, representa um passo decisivo para alinhar suas operações no Brasil às exigências globais por maior sustentabilidade na cadeia de alimentos e insumos agrícolas.
Brasil: liderança em renováveis e transição energética
A iniciativa se insere em um cenário mais amplo de crescimento acelerado das energias renováveis no Brasil. O país já figura entre os dez maiores produtores de energia eólica do mundo e avança na integração de contratos corporativos no Mercado Livre de Energia.
Além disso, a tendência de autoprodução vem ganhando força, permitindo que empresas de grande porte assegurem autonomia energética, previsibilidade de custos e alinhamento a metas ESG. A parceria entre Casa dos Ventos e Mosaic se torna, assim, um exemplo emblemático desse movimento.



