Tecnologias de monitoramento e blindagem de medidores permitem à distribuidora reduzir perdas comerciais e aumentar a segurança do sistema elétrico
Entre janeiro e julho de 2025, as distribuidoras do Grupo CPFL Energia – CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Santa Cruz e RGE – recuperaram 43,5 mil MWh de energia desviada ilegalmente em cidades atendidas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. O volume de energia recuperado equivale ao consumo anual de aproximadamente 21,6 mil residências.
O resultado reflete o investimento contínuo da empresa em tecnologias de combate a fraudes, que, até o final de 2025, deve superar R$ 168 milhões em operações especiais e soluções inovadoras voltadas para a detecção e regularização de instalações irregulares.
Investimentos em blindagem e monitoramento tecnológico
Para reduzir ligações clandestinas e adulterações de medidores, a CPFL Energia adotou soluções específicas para cada perfil de cliente. Em residências, foram instaladas caixas blindadas, permitindo acesso ao medidor apenas a técnicos autorizados. Já em clientes industriais, a empresa investiu em conjuntos blindados externos, equipados com sistemas de telemetria para monitoramento remoto.
Outras medidas incluem softwares baseados em inteligência artificial que analisam o consumo de energia em tempo real e otimizam as inspeções de campo realizadas pelas equipes das distribuidoras. Até julho de 2025, cerca de 21,8 mil instalações foram regularizadas graças a essas tecnologias.
“A partir desses investimentos, conseguimos tornar as operações muito mais precisas e recuperar uma quantidade de energia que seria suficiente para abastecer mais de 21,6 mil residências por ano. Ainda que os desafios sejam muitos, seguimos firmes no combate às ligações clandestinas e à adulteração de medidores, com o compromisso contínuo de entregar energia de qualidade para toda a população”, afirma Victor Rios, gerente de Recuperação de Energia da CPFL.
Impactos das fraudes de energia na sociedade
Além de serem ilegais, as práticas de furto ou fraude de energia afetam toda a população. Elas sobrecarregam o sistema elétrico, provocando oscilações, interrupções, curtos-circuitos e riscos de acidentes, alguns potencialmente fatais.
Conforme o Código Penal, a manipulação de medidores ou ligações diretas à rede de distribuição prevê pena de um a quatro anos de detenção. Além disso, os responsáveis devem arcar com o pagamento retroativo da energia consumida de forma irregular.
“O impacto financeiro das fraudes se estende à sociedade, já que, segundo a ANEEL, as perdas comerciais são incorporadas nas tarifas de todas as residências durante as revisões tarifárias, encarecendo a conta de luz para todos”, explica Rios.
Participação da população no combate às fraudes
O apoio da população é um componente estratégico para o sucesso das operações de regularização. Entre janeiro e julho de 2025, mais de 64 mil denúncias anônimas foram registradas por consumidores, contribuindo diretamente para a identificação de irregularidades.
“O apoio da população é um aliado importante no combate às fraudes e furtos de energia. Comunicar a companhia sobre eventuais vizinhos ou comerciantes que estejam praticando tais atos evita acidentes e protege o sistema elétrico, garantindo um fornecimento de energia seguro e de qualidade”, conclui Rios.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo aplicativo CPFL Energia ou pelo site: www.cpfl.com.br/fraude.



