Governo anuncia programa “Gás do Povo” e reforça avanços do Novo PAC em Minas Gerais

Iniciativa vai garantir 70 milhões de botijões gratuitos por ano a famílias de baixa renda e integra pacote de medidas sociais e energéticas, ao lado do programa Luz do Povo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram nesta sexta-feira (29/8), em Contagem (MG), a criação do programa “Gás do Povo”, uma iniciativa que promete distribuir 70 milhões de botijões gratuitos por ano para famílias em situação de vulnerabilidade. A medida deve beneficiar aproximadamente 16 milhões de famílias em todo o Brasil, sendo 1,2 milhão em Minas Gerais, incluindo 33 mil em Contagem e quase 100 mil em Belo Horizonte.

O anúncio ocorreu durante cerimônia que marcou a entrega de obras de mobilidade urbana e a apresentação de novas seleções do Novo PAC 2025. Além do “Gás do Povo”, o governo destacou outras políticas sociais e energéticas em andamento, como o programa Luz do Povo, que garante isenção de tarifa de energia para milhões de brasileiros de baixa renda.

Redução de custos e inclusão energética

Ao justificar o programa, Lula destacou o peso do gás de cozinha no orçamento das famílias mais pobres. “Um botijão de 13 Kg sai da Petrobras por cerca de R$ 37, mas chega ao consumidor final custando R$ 140 ou R$ 150. Não é justo que uma família pobre precise comprometer parte tão significativa da sua renda para cozinhar. Por isso, o governo vai assumir a responsabilidade de garantir gás gratuito às famílias mais vulneráveis”, afirmou.

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Além do impacto social, o programa busca reduzir riscos associados ao uso de alternativas inseguras, como álcool, querosene e carvão, ainda comuns em lares de baixa renda.

Energia como bem essencial: Luz do Povo amplia alcance

O presidente também destacou avanços no Luz do Povo, que já garante tarifa de energia zerada para quem consome até 80 kWh por mês. A partir de janeiro de 2026, a medida passará a incluir descontos para beneficiários do CadÚnico com renda entre meio e um salário-mínimo, desde que o consumo mensal não ultrapasse 120 kWh.

Segundo Lula, a política corrige desigualdades históricas no setor elétrico. “Hoje, o rico compra energia mais barata no mercado livre, enquanto o pobre paga mais caro no mercado regulado. Isso é uma injustiça. Estamos garantindo que quem consome menos tenha alívio na conta de luz, porque energia é um bem essencial”, ressaltou.

Investimentos do Novo PAC em Minas Gerais

O ministro Alexandre Silveira reforçou que Minas Gerais tem sido um dos estados mais contemplados pelo Novo PAC, com investimentos de R$ 137 bilhões em mais de 2.200 obras e ações no Brasil. Segundo ele, apenas no estado, os programas já geraram milhares de empregos e ampliaram o acesso a serviços essenciais.

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“O Novo PAC é uma realidade: são R$ 137 bilhões em investimentos, mais de 2.200 obras e ações em todo o Brasil e a geração de 402 mil empregos com carteira assinada. Em Minas, programas como o Luz do Povo já garantem a tarifa de energia zerada para 4,6 milhões de pessoas”, disse Silveira.

Justiça social e tributária como eixo de governo

Durante o evento, Lula voltou a destacar que a ampliação dos programas sociais será financiada por meio de justiça tributária, com maior contribuição das faixas de renda mais altas. “Quem ganha até R$ 50 mil por ano não vai pagar imposto de renda. Quem vai contribuir mais são aqueles que ganham acima de R$ 1 milhão por ano. É assim que vamos garantir justiça tributária e justiça social no Brasil: tirando um pouquinho de quem ganha muito para dar dignidade a quem mais precisa”, concluiu.

Silveira, por sua vez, encerrou sua fala enfatizando os resultados das políticas públicas recentes, como a redução da pobreza e a saída do Brasil do mapa da fome. “Seguimos mostrando que o Brasil é e será sempre dos brasileiros”, afirmou.

Presenças políticas e articulação nacional

O evento contou com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Jader Filho (Cidades) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania), além do senador Rodrigo Pacheco, da prefeita de Contagem, Marília Campos, e de parlamentares federais e estaduais de Minas Gerais. Prefeitos e vereadores da região metropolitana de Belo Horizonte também acompanharam os anúncios.

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