Banrisul amplia investimento em energia renovável com aquisição de usinas fotovoltaicas

Com duas novas usinas solares em São Lourenço do Sul e Taquara, banco projeta atender 78% de sua demanda com energia limpa até 2026, alinhando-se a diretrizes ambientais do setor financeiro e prevendo economia de R$ 70 milhões em 15 anos

O Banrisul deu mais um passo em sua trajetória rumo à sustentabilidade ao anunciar a aquisição de duas usinas fotovoltaicas no Rio Grande do Sul. A iniciativa marca o avanço do banco em direção à autossuficiência energética por meio de fontes renováveis, consolidando uma estratégia iniciada há mais de uma década. A instituição financeira, que não revelou o valor do investimento, prevê que 78% de sua demanda energética seja suprida por geração solar até o próximo ano.

A primeira usina, localizada no município de São Lourenço do Sul, já está em fase de transferência de titularidade e será conectada à rede da CEEE Equatorial. A segunda unidade está sendo construída em Taquara, com previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2026, e será integrada ao sistema da RGE/CPFL.

Expansão fotovoltaica atenderá mais de 500 unidades do banco

Com a entrada em operação da primeira usina ainda em agosto, 109 pontos de consumo do Banrisul passarão a ser abastecidos com energia solar. A expectativa é que, com a conclusão da planta de Taquara, mais 302 unidades sejam incorporadas ao projeto em 2026. Ao final desse processo, o banco contará com 505 unidades atendidas por energia fotovoltaica, o equivalente a 78% de seu consumo total.

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A iniciativa insere-se no modelo de Sistema de Geração Distribuída (SGD), com autoconsumo remoto, no qual a energia gerada é compensada em unidades localizadas na mesma área de concessão das distribuidoras. “A migração também atende às diretrizes de autorregulação da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), voltadas à gestão de riscos sociais, ambientais e climáticos no setor financeiro”, reforça o Banrisul, em comunicado.

Iniciativa amplia estratégia sustentável iniciada em 2013

O projeto de autogeração distribuída representa uma nova fase do compromisso ambiental firmado pelo Banrisul desde 2013, quando a instituição se tornou signatária do Pacto Global da ONU. Em 2021, esse compromisso foi intensificado com a adesão ao Programa Brasileiro GHG Protocol e ao Carbon Disclosure Project (CDP), ambos voltados à mensuração e à divulgação de emissões de gases de efeito estufa.

Em 2022, o banco já havia iniciado a transição energética ao migrar 94 unidades para o mercado livre de energia, atendendo às instalações de média tensão. Agora, com foco em unidades de baixa tensão, a conexão ao SGD amplia o escopo da descarbonização energética da instituição.

Economia energética e eficiência: projeção de R$ 70 milhões em 15 anos

O Banrisul estima uma economia significativa com a operação das novas usinas solares. Entre outubro de 2022 e abril de 2025, a instituição já economizou R$ 3,6 milhões com o uso de energia renovável. Para os próximos 15 anos, a previsão é que a economia supere R$ 70 milhões, considerando a redução de custos operacionais e a estabilidade tarifária proporcionada pela autogeração.

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A iniciativa também colabora com a mitigação de riscos operacionais associados às variações do mercado de energia e à pressão por práticas sustentáveis, sobretudo no setor financeiro. “Avançando para essa nova fase, o Banrisul está se conectando ao Sistema de Geração Distribuída (SGD), direcionado para unidades de baixa tensão, pelo sistema de autoconsumo remoto, quando a energia gerada é compensada dentro de uma mesma área de concessão da distribuidora”, informa a instituição.

Perspectiva ESG e posicionamento estratégico

O investimento nas usinas fotovoltaicas reforça o posicionamento estratégico do Banrisul frente à agenda ESG (ambiental, social e de governança). Em um setor cada vez mais regulado e monitorado por aspectos climáticos, a medida representa uma antecipação às exigências do mercado e dos órgãos reguladores.

O movimento também segue a tendência observada em grandes bancos nacionais e internacionais que buscam reduzir sua pegada de carbono por meio de energia limpa, compensações ambientais e incentivos à economia verde.

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