São Paulo registra crescimento de quase 40% na geração de energia solar e amplia apoio ao agronegócio com linha de crédito sustentável

Estado alcança 5,8 GW de capacidade instalada em geração própria de energia solar e fortalece políticas públicas com financiamento de até R$ 250 mil por meio do FEAP, incentivando produtores rurais a adotar sistemas fotovoltaicos

O estado de São Paulo reforça sua liderança nacional na geração própria de energia solar e avança com políticas públicas que incentivam a adoção de fontes renováveis no meio rural. De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o território paulista atingiu 5,8 gigawatts (GW) de capacidade instalada, resultado de um crescimento de 1,6 GW nos últimos 12 meses, o que representa uma expansão de 38% no período.

O desempenho coloca São Paulo na vanguarda da transição energética descentralizada no Brasil. A energia solar, fonte limpa e renovável, tem ganhado espaço como solução viável e econômica, especialmente no agronegócio, onde os sistemas fotovoltaicos vêm sendo aplicados em atividades como irrigação, bombeamento de água, eletrificação de cercas e iluminação de áreas produtivas.

Energia solar impulsiona sustentabilidade no campo

De acordo com o levantamento da ABSOLAR, a geração distribuída no agronegócio paulista já supera 500 MW, com cerca de 24 mil usinas solares instaladas em 32 mil propriedades rurais, abrangendo 607 municípios do estado. Esse avanço está diretamente relacionado a uma combinação de fatores: o alto custo da energia elétrica convencional, a busca por sustentabilidade e o apoio técnico e financeiro viabilizado por políticas públicas.

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Para dar continuidade à expansão energética com foco na sustentabilidade, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, disponibiliza a linha de crédito “Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista na atividade de Energia Renovável”, por intermédio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP).

“A facilitação de acesso às energias renováveis é uma política de transição energética que irá marcar esta gestão paulista. Há benefícios para toda a cadeia produtiva, beneficiando o meio ambiente. O produtor rural tem meios para manter as atividades agrícolas com práticas sustentáveis”, complementou o secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, Guilherme Piai.

Linha do FEAP viabiliza investimentos em sistemas fotovoltaicos

Com foco na modernização da infraestrutura rural, o programa oferece financiamento de até R$ 250 mil para pessoas físicas e até R$ 500 mil para pessoas jurídicas, com prazo de pagamento de até 84 meses e carência de até 12 meses. A linha contempla a instalação de painéis solares em propriedades rurais, com o objetivo de reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade da produção agrícola.

“O FEAP tem sido um grande aliado do produtor rural paulista, promovendo uma agricultura mais limpa, eficiente e com menor custo de produção. E esse apoio vai além do financiamento: conta com o trabalho fundamental dos técnicos da CATI e do ITESP, que acompanham cada etapa dos projetos, garantindo segurança, qualidade e efetividade na aplicação dos recursos no campo”, ressaltou o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves.

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Experiência prática comprova benefícios no campo

Na avaliação de produtores rurais, o programa tem se mostrado essencial para a sustentabilidade financeira e ambiental das pequenas e médias propriedades. Um dos exemplos de sucesso vem do município de Caconde, onde o sistema fotovoltaico foi implantado em toda a cadeia de colheita da Cooperativa Agropecuária local.

“A linha de financiamento se configura como ferramenta poderosíssima no desenvolvimento da pequena propriedade. O fotovoltaico, com a taxa de juros acessível e carência, frente ao alto custo da energia e perdas dos subsídios para o rural foi um presente que o Estado nos ofereceu”, destacou o presidente do sindicato rural de Caconde, Ademar Pereira.

Segundo Pereira, a energia elétrica se tornou uma das principais fontes de pressão sobre os custos de produção agrícola, especialmente após a retirada de subsídios para o setor. A instalação de sistemas solares, além de gerar economia, contribui para uma matriz energética mais limpa e resiliente no meio rural.

Sustentabilidade energética como estratégia de desenvolvimento

O avanço de São Paulo na geração própria de energia solar revela um modelo que alia descentralização energética, fortalecimento do agronegócio e incentivo à inovação rural.

Com apoio técnico e financeiro por meio do FEAP, os produtores passam a contar com instrumentos concretos para tornar suas atividades mais sustentáveis e economicamente viáveis..

A combinação de políticas públicas estruturadas, apoio técnico e instrumentos financeiros acessíveis tende a acelerar a transição energética no setor agrícola.

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