Investimento de R$ 1,5 milhão liderado por Elera Renováveis e Casa dos Ventos impulsiona o turismo sustentável e a valorização cultural no semiárido nordestino
Uma nova etapa de fortalecimento institucional e valorização do território começa no Geoparque Seridó, no Rio Grande do Norte. Durante a abertura do evento Diálogo RN, promovido pela ABEEólica nesta terça-feira (30/07), em Natal, foi assinado um convênio entre a Elera Renováveis, Casa dos Ventos, Prefeitura de Currais Novos, Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA) e o próprio Geoparque Seridó, com objetivo de viabilizar a construção de uma nova sede para o parque reconhecido pela UNESCO.
O projeto contará com investimento de R$ 1,5 milhão financiado pelas duas empresas de energia renovável, além da doação do terreno pela Prefeitura de Currais Novos. A nova estrutura representa um marco na consolidação do parque como polo de turismo sustentável, ciência, conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico da região.
Patrimônio geológico e cultural no coração do semiárido
Criado para preservar e valorizar o patrimônio geológico da região, o Geoparque Seridó abrange uma área de 2.800 km² e seis municípios do interior potiguar: Cerro Corá, Currais Novos, Carnaúba dos Dantas, Acari, Parelhas e Lagoa Nova. O território é conhecido por conter formações rochosas com mais de 600 milhões de anos, depósitos fósseis, sítios arqueológicos e vestígios pré-cambrianos, configurando-se como um verdadeiro laboratório natural sobre a história do planeta.
Além do patrimônio natural, o Geoparque também é palco de forte identidade cultural, com comunidades locais que mantêm tradições ancestrais e formas de vida conectadas ao semiárido. Desde seu reconhecimento pela UNESCO, o território vem ganhando relevância internacional como um exemplo de geoconservação aliada ao desenvolvimento territorial.
Energia limpa como indutora de impacto socioambiental
A entrega da nova sede será fruto de uma articulação que envolve energia renovável, proteção ambiental e protagonismo comunitário. Para a Elera Renováveis, que atua no território desde a implantação do Complexo Eólico Seridó, em 2022, o apoio ao Geoparque é parte de uma estratégia de longo prazo.
“A construção da nova sede representa a consolidação institucional de um trabalho de articulação desenvolvido desde o início da implantação do Complexo Eólico Seridó, em 2022, e fruto de uma presença de longa data no território, com resultados concretos para as comunidades. Trata-se de uma iniciativa que conecta a restauração do ecossistema local à geração de renda e à valorização cultural, promovendo o desenvolvimento sustentável da região”, destacou Francisco Galvão, vice-presidente de Operações da Elera Renováveis.
Já a Casa dos Ventos, responsável pelo Complexo Eólico Serra do Tigre, reforçou o papel estratégico da iniciativa como agente de transformação local.
“Fomentar um projeto dessa natureza reforça nosso compromisso na promoção do desenvolvimento local, bem como no fortalecimento de ações que buscam a valorização, conservação e preservação da geodiversidade do Estado do Rio Grande do Norte. Entendemos que o Geoparque Seridó é um importante capital natural para a comunidade na região, que tem muita sinergia com a atuação estratégica de investimento social privado da Casa dos Ventos desde o início da implantação do Complexo Eólico Serra do Tigre”, afirmou José Borges, gerente de ESG da Casa dos Ventos.
Desenvolvimento territorial com foco em protagonismo local
Durante a solenidade de assinatura do convênio, estiveram presentes autoridades locais e representantes das instituições envolvidas. Entre os participantes estavam a governadora Fátima Bezerra, o prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão Werner, o diretor-geral do IDEMA, Werner Farkatt Tabosa, o diretor técnico Thales Dantas, além da diretora Executiva do Geoparque Seridó, Janaína Luciana de Medeiros, a presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum, e os representantes das empresas apoiadoras.
A união de forças entre os entes públicos, setor privado e comunidade científica é apontada como diferencial do projeto, ao fortalecer as bases para um modelo de desenvolvimento baseado em sustentabilidade, ciência e geração de oportunidades.
Geoparques como instrumentos da transição ecológica
O apoio ao Geoparque Seridó segue uma tendência crescente de vincular os investimentos em infraestrutura energética à valorização dos territórios onde os empreendimentos estão inseridos. Geoparques reconhecidos pela UNESCO são vistos como instrumentos estratégicos na transição ecológica, pois integram conservação, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Neste contexto, a iniciativa consolida o Seridó como uma referência na combinação entre transição energética, valorização dos saberes locais e promoção de um modelo de economia regenerativa no semiárido brasileiro.



