BNDES financia R$ 199,9 milhões para expansão do Complexo Eólico Cajuína II, da Auren, no Rio Grande do Norte

Projeto apoiado com recursos do Fundo Clima e do Finem fortalece transição energética e vai beneficiar cerca de 150 mil residências; financiamento reforça parceria histórica entre BNDES e Auren Energia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 199,9 milhões para o Complexo Eólico Cajuína II, da Auren Energia, no município de Bodó, no Rio Grande do Norte. O aporte será direcionado aos parques eólicos Cajuína B 19 (23,6 MW) e Cajuína B 20 (29,5 MW), já em operação desde o segundo semestre de 2024, além da infraestrutura de transmissão associada ao empreendimento.

Com um total de nove aerogeradores, os parques contemplados geram energia suficiente para atender aproximadamente 150 mil residências brasileiras, contribuindo significativamente para a ampliação da matriz elétrica renovável no país. A operação será firmada com as sociedades de propósito específico (SPEs) Ventos de São Ricardo 01 e 02, que integram o projeto, e contará com recursos do Fundo Clima (R$ 159,5 milhões) e da linha Finem (R$ 40,4 milhões).

Complexo reforça a infraestrutura elétrica no Nordeste

A infraestrutura de transmissão prevista para o projeto conecta os parques eólicos à Subestação Castanha, com tensão de 34,5/500 kV. De lá, a energia segue por uma linha de transmissão (LT) de 23 km até a Subestação Caju, e então por mais 89 km em LT de 500 kV até a Subestação Açu III, integrando a produção ao Sistema Interligado Nacional (SIN) com segurança e eficiência.

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A estrutura contribui não apenas para o escoamento da geração renovável no Nordeste — uma das regiões com maior potencial eólico do Brasil — como também fortalece a confiabilidade do sistema elétrico na região, alinhando-se aos objetivos da transição energética e da segurança energética nacional.

Transição energética como vetor de desenvolvimento

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o papel estratégico do banco no fomento às fontes limpas e no estímulo à economia verde:

“O BNDES tem, no governo do presidente Lula, a missão de apoiar a expansão da produção de energia renovável porque entende que a transição energética contribui para o desenvolvimento sustentável no país, preservando o ambiente e gerando empregos. O Banco é, segundo a Bloomberg, o maior financiador de energia limpa do mundo. Apenas neste projeto, foram gerados cerca de 1 mil empregos diretos e indiretos durante a implantação, e 90 empregos após a conclusão”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo dados recentes, o Brasil figura entre os países com maior capacidade instalada de energia eólica, e o apoio financeiro a novos projetos permite acelerar essa curva de crescimento, especialmente em estados como o Rio Grande do Norte, que lidera a geração eólica nacional.

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Parceria consolidada entre BNDES e Auren Energia

A Auren Energia, uma das principais empresas de geração e comercialização de energia do país, reforça com o projeto Cajuína II sua aposta em uma matriz elétrica diversificada e eficiente. O vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia, Mateus Ferreira, destacou a importância estratégica do financiamento:

“O BNDES é um parceiro de longa data da Auren que vem apoiando nossa estratégia de diversificação de portfólio baseada em uma matriz energética cada vez mais eficiente e aderente aos objetivos da transição energética nacional. A operação reforça nossa disciplina financeira na gestão de capital com foco em acelerar a desalavancagem da companhia de forma sustentável”, destaca Mateus Ferreira, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Auren Energia.

A Auren vem investindo fortemente na ampliação de seu portfólio de geração renovável, com presença relevante em projetos solares e eólicos, além de participação ativa no mercado livre de energia e na modernização de suas operações com foco em digitalização e ESG.

Energia renovável e financiamento climático

O uso de recursos do Fundo Clima no projeto reforça o alinhamento do BNDES às políticas públicas voltadas à descarbonização da economia. O fundo é uma das principais ferramentas de apoio a projetos sustentáveis no país e representa um dos instrumentos financeiros mais relevantes da política nacional sobre mudanças do clima.

Com iniciativas como essa, o Brasil avança em direção a uma economia de baixo carbono, com foco no cumprimento das metas do Acordo de Paris e dos compromissos da COP30, a ser realizada em 2025 no estado vizinho do Pará. O financiamento do Complexo Cajuína II representa, portanto, não apenas um projeto de infraestrutura energética, mas um passo concreto rumo a um modelo de desenvolvimento mais limpo, resiliente e socialmente inclusivo.

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