Agência destaca redução da pressão de liquidez, refinanciamento de dívidas e solidez operacional dos ativos; investimentos de R$ 1,5 bilhão até 2027 seguem garantidos com estrutura de capital fortalecida
A SPIC Brasil Energia Participações S.A. obteve uma sinalização positiva do mercado financeiro com a decisão da S&P Global Ratings de reafirmar seu rating nacional de longo prazo em ‘brAA+’ e revisar a perspectiva de negativa para estável. A avaliação da agência leva em consideração a melhora na liquidez de curto prazo, a geração robusta de caixa – com destaque para a Usina Hidrelétrica São Simão – e o avanço na estruturação de financiamentos para os projetos solares Panati e Marangatu.
A elevação da perspectiva ocorre em meio à execução de um plano de investimentos de R$ 1,5 bilhão previsto até 2027, sustentado por um modelo de financiamento equilibrado entre dívidas de longo prazo e aportes de capital próprio. Segundo a S&P, a SPIC Brasil demonstrou capacidade de gestão financeira e disciplina na alocação de recursos mesmo diante de um ciclo intenso de investimentos.
Solidez operacional e previsibilidade de receita
A S&P também reafirmou o rating ‘brAA+’ da Usina Hidrelétrica São Simão, principal ativo da holding. Com seu modelo de comercialização por cotas, a usina assegura previsibilidade de receita e menor exposição ao risco hidrológico. A estabilidade operacional do ativo contribui diretamente para a resiliência financeira da SPIC Brasil.
A agência ressaltou que a solidez da geração de caixa foi um dos fatores determinantes para a manutenção da nota de crédito. “A perspectiva estável do rating reflete nossa visão de que o grupo SPIC Brasil reduziu as pressões de liquidez para 2025 e 2026 após refinanciar as dívidas de curto prazo e está mais perto de conseguir o financiamento de longo prazo dos seus projetos solares, o que deve solucionar em definitivo a sua estrutura de capital”, destacou a S&P em comunicado ao mercado.
Estrutura de capital fortalecida e novas captações
Nos últimos meses, a SPIC Brasil avançou em sua estratégia de gestão de passivos, refinanciando R$ 1,2 bilhão em dívidas de curto prazo. A empresa também contratou R$ 350 milhões junto ao Banco do Nordeste (BNB) e realizou duas emissões de debêntures, o que contribuiu para mitigar riscos de liquidez e viabilizar o cronograma de investimentos.
Esse movimento de fortalecimento da estrutura de capital garante à companhia maior capacidade de acessar crédito competitivo no mercado e continuar executando sua agenda de expansão, especialmente no segmento de energia solar.
“Para o mercado financeiro, a confirmação da nota e a revisão da perspectiva representam um sinal claro de credibilidade e estabilidade, indicando que a companhia permanece bem-posicionada para acessar crédito competitivo e sustentar seu hub de projetos renováveis”, aponta Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil.
Emissão de R$ 810 milhões reforça foco em renováveis
Como parte da estratégia de financiamento de longo prazo, a SPIC Brasil, em parceria com a Recurrent Energy, concluiu recentemente a emissão de R$ 810 milhões em debêntures para os complexos solares Panati e Marangatu, já em operação. A operação foi estruturada em série única pelo Bradesco BBI, com vencimento em junho de 2026 e remuneração atrelada à taxa DI acrescida de 1% ao ano.
O processo foi concluído em menos de um mês, destacando-se pela complexidade técnica e agilidade na execução. A estrutura jurídica da transação contou com a assessoria dos escritórios Pinheiro Guimarães Advogados e TozziniFreire Advogados.
Com essa captação, a empresa avança em sua estratégia de consolidar um portfólio diversificado de fontes limpas e reforça o compromisso com a transição energética.
Compromisso com sustentabilidade e visão de longo prazo
A revisão da perspectiva pela S&P reforça a visão de longo prazo da SPIC Brasil, pautada em responsabilidade financeira, solidez operacional e compromissos ambientais. Esses pilares sustentam a reputação da empresa como agente estratégico no setor elétrico brasileiro, fortalecendo o relacionamento com investidores e credores.
A empresa também se destaca pelo alinhamento com práticas ESG e pela consolidação de um hub de ativos renováveis, que inclui projetos solares, hidrelétricos e eólicos em diferentes regiões do país.
Ao garantir recursos para seus projetos em desenvolvimento e manter uma estrutura de capital robusta, a SPIC Brasil se posiciona de forma estratégica para liderar a expansão das fontes limpas no Brasil, com foco na sustentabilidade e no equilíbrio financeiro.



