Neoenergia registra lucro de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre e reforça estratégia de disciplina de custos e investimentos em distribuição

Capex totalizou R$ 2,8 bilhões no período, com 60% destinados à modernização e expansão da rede elétrica; EBITDA e energia injetada também avançam no 2T25

A Neoenergia divulgou nesta terça-feira (22) os resultados financeiros e operacionais referentes ao segundo trimestre e ao primeiro semestre de 2025, evidenciando um desempenho sólido impulsionado por disciplina de custos, foco na eficiência operacional e expansão da infraestrutura de distribuição.

A companhia apurou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no 2T25 e R$ 2,6 bilhões no acumulado do semestre — altas de 100% e 36%, respectivamente, frente aos mesmos períodos de 2024. O crescimento expressivo é atribuído, em grande parte, a efeitos tributários não recorrentes que somaram R$ 869 milhões.

EBITDA e eficiência operacional sustentam resultados

O EBITDA Caixa alcançou R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre e R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre, com variação positiva de 7% e 2%, respectivamente. O avanço é resultado, sobretudo, dos reajustes tarifários da parcela B nas distribuidoras Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Cosern (RN) e da revisão tarifária periódica da Neoenergia Pernambuco (PE), que contribuíram para a melhoria da margem operacional.

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A companhia também manteve sua estratégia de controle rigoroso de despesas. “Mantivemos o nosso modelo de negócio com uma estratégia de crescimento sustentável baseada na disciplina de custos e na rotação de ativos para geração de valor aos acionistas. Além disso, seguimos com um robusto plano de investimentos em distribuição em todas as áreas de concessão com foco na qualidade dos serviços, atendimento a clientes e desenvolvimento socioeconômico das regiões onde estamos presente”, afirmou Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia.

Capex prioriza distribuição com salto de 35% no 2T25

No segundo trimestre, o Capex consolidado da companhia atingiu R$ 2,8 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão foram destinados ao segmento de distribuição — um crescimento de 35% em relação ao mesmo período de 2024. Já no acumulado do primeiro semestre, os investimentos totalizaram R$ 5 bilhões, sendo R$ 3 bilhões voltados à distribuição (alta de 28%).

Os recursos foram aplicados principalmente na modernização, expansão e manutenção da rede elétrica nas áreas atendidas pelas cinco distribuidoras do grupo: Neoenergia Coelba (BA), Cosern (RN), Elektro (SP/MS), Pernambuco (PE) e Brasília (DF).

Geração, clientes e qualidade operacional em alta

O volume de energia injetada, considerando também a geração distribuída, cresceu 2,3% no segundo trimestre, totalizando 21.887 GWh, e 3% no semestre, atingindo 44.841 GWh. A expansão foi impulsionada pelo aumento da base de clientes, que superou os efeitos das temperaturas mais amenas registradas no período.

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Ao fim de junho, a Neoenergia somava 16,8 milhões de clientes nas cinco distribuidoras — incremento de 313 mil unidades em relação ao 2T24, representando avanço de 2%. Quanto à qualidade do fornecimento, todas as distribuidoras se mantiveram dentro dos limites regulatórios de DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Consumidor).

Rotação de ativos fortalece portfólio

No campo da gestão de ativos, a Neoenergia finalizou em junho a venda da totalidade de sua participação na usina hidrelétrica Baixo Iguaçu (PR), por R$ 1,1 bilhão.

A operação envolveu a transferência de 100% da Geração Céu Azul S.A., que detinha 70% de participação no consórcio da usina. A medida está alinhada à estratégia de rotação de ativos da companhia, com foco na otimização do portfólio e geração de valor para os acionistas.

Transmissão avança para encerramento do ciclo de investimentos

No segmento de transmissão, a empresa investiu R$ 1,9 bilhão no semestre, totalmente dedicado à finalização de linhas e subestações de projetos adquiridos em leilões anteriores.

No 2T25, a entrega de trechos dos empreendimentos Morro do Chapéu e Vale do Itajaí adicionou cerca de R$ 132 milhões em Receita Anual Permitida (RAP). A expectativa é que o ciclo de aportes em transmissão seja concluído até o fim deste ano.

Perspectivas

Com os resultados do segundo trimestre e do primeiro semestre, a Neoenergia consolida sua posição como uma das principais empresas do setor elétrico brasileiro, aliando controle de despesas, investimentos estruturantes e foco na qualidade do serviço prestado.

O crescimento contínuo da base de clientes e os ganhos operacionais indicam resiliência frente a um cenário de transformações no setor.

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