No Dia Mundial do Denunciante, distribuidora do Grupo CPFL destaca os riscos das fraudes no sistema elétrico e reforça a importância da colaboração da população para garantir segurança, confiabilidade e tarifas justas
A CPFL Paulista, distribuidora do Grupo CPFL Energia, aproveitou o Dia Mundial do Denunciante, celebrado em 23 de junho, para lançar uma nova etapa de conscientização e incentivo à denúncia anônima de fraudes e furtos de energia elétrica. A empresa alerta para os perigos e impactos econômicos causados por práticas ilegais como ligações clandestinas e manipulações de medidores — que afetam diretamente a segurança da rede elétrica, a qualidade do fornecimento e os custos pagos por todos os consumidores.
O alerta faz parte de uma campanha institucional voltada à segurança energética, à responsabilidade social e à eficiência operacional. Segundo a CPFL, o furto de energia — crime previsto nos artigos 155 e 171 do Código Penal — pode acarretar penas de um a quatro anos de prisão, além de sanções administrativas e cobrança retroativa de consumo fraudado.
“Além dos riscos legais e de segurança, o furto de energia pesa no bolso de toda a população. Esses prejuízos, chamados de perdas comerciais, são levados em consideração pela Aneel durante as revisões tarifárias e podem impactar diretamente nas contas de luz de clientes regulares”, explica Gustavo Uemura, diretor Comercial da CPFL Energia.
Denúncia anônima e tecnologia a favor da fiscalização
Para ampliar o alcance das fiscalizações e detectar irregularidades com mais assertividade, a CPFL Paulista disponibiliza canais exclusivos e anônimos para denúncia: o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude. A empresa garante que todas as denúncias são tratadas com sigilo absoluto, protegendo a identidade dos denunciantes.
Paralelamente, a distribuidora tem investido de forma consistente em tecnologias de monitoramento e inteligência artificial, que analisam em tempo real o perfil de consumo de clientes e apontam padrões anormais que podem indicar fraude. “Utilizamos ferramentas digitais que cruzam dados de consumo, histórico e comportamento da rede. Isso aumenta significativamente a eficiência das equipes em campo”, afirma Uemura.
Entre as soluções implantadas estão redes elétricas antifurto, sensores em pontos críticos e softwares preditivos. Os eletricistas da companhia também estão sendo capacitados continuamente, operando com equipamentos modernos que permitem identificar interferências físicas e manipulações com mais precisão.
Resultados concretos e projeções para 2025
Em 2024, as ações de fiscalização — muitas originadas por denúncias anônimas — possibilitaram a recuperação de 11,9 GWh de energia que estavam sendo desviados de forma ilegal nas áreas atendidas pela CPFL Energia. Esse volume seria suficiente para abastecer cerca de 59,5 mil residências durante um mês.
Somente na área de concessão da CPFL Paulista, foram registradas mais de 37 mil denúncias ao longo de 2024. A expectativa para 2025 é que esse número chegue a 55 mil. O crescimento projetado se deve ao aprimoramento dos canais digitais, à capilaridade das campanhas educativas e ao fortalecimento da cultura de denúncia como instrumento legítimo de combate ao crime.
“Boa parte desses resultados foram possíveis graças à mobilização de consumidores conscientes. É fundamental que a população compreenda que furtar energia não é apenas uma infração técnica — é um crime que ameaça vidas, sobrecarrega o sistema e penaliza quem paga sua conta em dia”, reforça o executivo da CPFL.
Fraudes representam risco à segurança pública
As ligações clandestinas ou adulterações de medidores não apenas comprometem a qualidade do fornecimento, como também aumentam o risco de acidentes graves. Os curtos-circuitos causados por instalações irregulares podem levar a incêndios, explosões e mortes, além de provocar interrupções no fornecimento que afetam bairros inteiros.
A empresa também chama atenção para casos recorrentes em que comércios, residências e até pequenas indústrias recorrem a práticas fraudulentas, muitas vezes com o envolvimento de profissionais informais e sem qualificação técnica. “Esse tipo de ação não apenas coloca em risco a vida dos envolvidos, como gera instabilidade na rede e compromete investimentos em qualidade e inovação”, alerta Uemura.
Compromisso com a legalidade e a modicidade tarifária
O combate às perdas comerciais é parte essencial da estratégia da CPFL para garantir um setor elétrico mais eficiente, seguro e justo. A distribuidora também reforça que todo cliente identificado cometendo fraude é notificado, tem o fornecimento suspenso, precisa ressarcir os valores desviados e ainda pode responder judicialmente.
“Nosso papel vai além da fiscalização. Trabalhamos com informação, tecnologia e relacionamento com a comunidade. A denúncia é um ato de cidadania e uma ferramenta poderosa para proteger o bem-estar coletivo”, finaliza o diretor da companhia.



