Projeto Serra Dourada chegou a 64% de execução física e prevê 1.097 km de linhas em 500 kV para reforçar o escoamento de energia renovável; entrada em operação está prevista para março de 2029.
A ISA Energia Brasil alcançou 64% de avanço físico no Projeto Serra Dourada, empreendimento de transmissão de energia com investimento regulatório previsto de R$ 3,8 bilhões. O projeto prevê cinco linhas de 500 kV, com extensão total de 1.097 km, e três novas subestações para reforçar a conexão entre o Oeste da Bahia e o Norte de Minas Gerais.
Arrematado no Lote 1 do Leilão de Transmissão nº 1/2023 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o empreendimento tem Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 337 milhões no ciclo 2026/2027 e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A entrada em operação comercial está prevista para março de 2029.
Trecho Sul concentra o estágio mais avançado das obras
As frentes de implantação apresentam níveis distintos de execução. No trecho Sul, formado pelas linhas Buritirama–Barra II, Barra–Correntina e Correntina–Arinos 2, todas em 500 kV, o avanço físico chegou a 80%. As fundações foram concluídas e todas as torres previstas para o trajeto já foram erguidas.
No trecho Norte, que reúne os circuitos Campo Formoso II–Barra II e Juazeiro III–Campo Formoso II, a perfuração das fundações começou em julho de 2026, após a obtenção de todas as licenças ambientais necessárias para o avanço das atividades de campo. O traçado atravessa 23 municípios baianos e mineiros. Além das linhas, o projeto contempla as subestações Campo Formoso II, Barra II e Correntina.
Compensador síncrono reforçará o controle de tensão
A montagem eletromecânica inclui a instalação de um compensador síncrono, equipamento que contribui para o controle da tensão e o fornecimento de potência reativa à rede. Esses recursos são importantes para o desempenho elétrico do sistema, especialmente em áreas com elevada concentração de geração eólica e solar.
A infraestrutura foi projetada para ampliar a capacidade de transporte da energia produzida na região e apoiar sua integração ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A solução também busca atender às necessidades de estabilidade da rede diante das características operacionais das fontes renováveis.
O diretor-executivo de Projetos da ISA Energia Brasil, Dayron Urrego, relaciona o empreendimento à expansão da geração renovável no país e à necessidade de infraestrutura de transmissão para integrá-la ao sistema: “O Serra Dourada foi concebido para acompanhar uma transformação importante da matriz elétrica brasileira: o crescimento da geração renovável em regiões com grande potencial de produção. Nosso papel é construir a infraestrutura necessária para que essa energia possa ser incorporada ao sistema com segurança, confiabilidade e eficiência. O avanço das obras mostra que estamos cada vez mais próximos de entregar essa importante contribuição ao sistema elétrico.”
A implantação do Serra Dourada deve gerar cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos. O prazo regulatório estabelecido pela ANEEL para a energização e o início da operação comercial do empreendimento é março de 2029.



