PMO: Reservatórios do Norte devem atingir 95% em março sob custo operativo de R$ 557 milhões

Novo informe do ONS aponta custo de operação de R$ 557,4 milhões para a próxima semana operativa; subsistema Norte lidera recuperação de reservatórios com projeção de 95,8%.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) liberou as novas premissas do Programa Mensal de Operação (PMO) para a semana operativa entre 14 e 20 de março de 2026. O cenário aponta para uma manutenção da pressão sobre o Custo Marginal de Operação (CMO) no submercado Sudeste/Centro-Oeste, o principal centro de carga do país, que apresenta uma média semanal de R$ 378,67/MWh. O valor reflete a necessidade de um despacho térmico equilibrado frente às previsões de afluências para o período.

O custo total de operação esperado para esta semana é de R$ 557,4 milhões, valor que deve sofrer uma redução significativa nas semanas subsequentes do mês, com média prevista de R$ 255,8 milhões por semana. É importante ressaltar que, desde 2021, a formação de preço no Sistema Interligado Nacional (SIN) ocorre de forma horária via modelo DESSEM, tornando os valores semanais do PMO referenciais informativos para o mercado.

Cenário de Afluências e Níveis de Reservatórios

As Energias Naturais Afluentes (ENA) para o final de março apresentam comportamentos distintos entre os subsistemas. O Sudeste/Centro-Oeste deve fechar o mês com uma ENA de 58.328 MWmed, o que representa 84% da Média de Longo Termo (MLT). Já o subsistema Norte se destaca com uma previsão mensal de 92% da MLT (24.775 MWmed).

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Em termos de armazenamento, a expectativa é de recuperação para quase todo o país até o dia 31 de março:

  • Sudeste/Centro-Oeste: Deve subir de 59,9% para 65,6%.
  • Nordeste: Projeção de alta para 86,0%.
  • Norte: Estimativa de atingir 95,8% de sua capacidade máxima.
  • Sul: Único subsistema com previsão de queda, devendo recuar de 35,6% para 31,2%.

Dinâmica do Despacho Térmico e Inflexibilidade

O despacho térmico total programado para o SIN nesta semana é de 7.496 MWmed. Deste montante, a maior parte (5.271 MWmed) é decorrente de inflexibilidade declarada pelos agentes, enquanto 2.225 MWmed serão despachados por ordem de mérito.

No subsistema Sudeste, o despacho totaliza 4.197 MWmed. Entre as usinas com maior volume de geração programada por inflexibilidade estão as nucleares Angra 2 (1.350 MWmed) e Angra 1 (460 MWmed). Já por ordem de mérito, destacam-se a UTE GNA I, com 1.338 MWmed no patamar de carga pesada, e a UTE T. Macae, com 810 MWmed no mesmo patamar.

Previsão de Carga e Comportamento da Demanda

A carga do SIN para março de 2026 está projetada em 85.614 MWmed, uma leve retração de 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O subsistema Norte, contudo, segue na contramão da média nacional, apresentando uma estimativa de crescimento de 5,5% na demanda (8.289 MWmed). No Sudeste, a carga mensal deve registrar queda de 2,7%, fechando em 47.955 MWmed.

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