Novas tarifas entram em vigor em 15 de março para quase 4 milhões de consumidores no Rio de Janeiro; alta na alta tensão chega a 13,46%, impulsionada por encargos e custos de transporte
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, em reunião pública ordinária realizada nesta terça-feira (10), o Reajuste Tarifário Anual (RTA) de 2026 da Light Serviços de Eletricidade S.A.. O processo tarifário define os novos valores que serão aplicados a partir da próxima semana, atingindo uma base de 3,96 milhões de unidades consumidoras espalhadas por 31 municípios do estado do Rio de Janeiro.
O efeito médio a ser percebido pelos consumidores cativos da distribuidora foi fixado em 8,59%. No entanto, o impacto é assimétrico entre as classes de consumo, com o setor industrial (alta tensão) absorvendo a maior parcela do reajuste, enquanto os consumidores residenciais terão uma atualização ligeiramente abaixo da média geral.
Disparidade entre classes e o peso na indústria
A composição do reajuste revela uma pressão acentuada sobre os grandes consumidores. Enquanto o índice para a baixa tensão ficou em 6,56%, as indústrias conectadas em alta tensão enfrentarão uma alta de dois dígitos. A diretoria colegiada da Aneel detalhou os índices que passam a compor a fatura da concessionária:
- Consumidores residenciais – B1: 6,40%;
- Baixa tensão em média: 6,56%;
- Alta tensão em média (indústrias): 13,46%;
- Efeito Médio para o consumidor: 8,59%.
Essa variação mais expressiva na alta tensão reflete, em grande parte, a alocação de custos de transporte e a dinâmica dos contratos de compra de energia que compõem a Parcela A da tarifa, onerando o segmento produtivo fluminense.
Drivers do reajuste: Encargos e transporte de energia
O processo tarifário da Light em 2026 foi marcado por vetores opostos na conta de luz. De um lado, o crescimento das despesas sistêmicas pressionou o índice para cima; de outro, mecanismos financeiros de compensação técnica da agência reguladora serviram como amortecedores para evitar um reajuste ainda mais severo ao bolso do cidadão.
Os principais fatores que pressionaram o reajuste deste ano foram os custos relacionados aos encargos setoriais e às despesas com transporte e aquisição de energia. Por outro lado, a retirada de componentes financeiros homologados no ano anterior, somada à inclusão de novos componentes financeiros pela Agência, ajudou a atenuar o impacto final das tarifas.
Com a homologação, a Light inicia o processo de atualização de seus sistemas de faturamento para que os novos valores passem a vigorar a partir do próximo dia 15 de março.



