PCH Taboca e UHE Estrela entram na fase mais intensa de construção, com 100 mil m³ de concreto e avanço decisivo rumo à operação comercial em 2027
A Atiaia Renováveis, empresa de geração e comercialização de energias renováveis do Grupo Cornélio Brennand, alcançou um dos marcos mais relevantes de seu portfólio de projetos ao atingir o pico das obras da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Taboca e da Usina Hidrelétrica (UHE) Estrela, ambas localizadas nos municípios de Jataí, Serranópolis e Itarumã, no Estado de Goiás.
Nesta fase considerada a mais intensa do cronograma, os canteiros de obras reúnem cerca de 900 colaboradores, o maior contingente mobilizado desde o início da construção dos empreendimentos. O avanço simultâneo dos dois projetos consolida a estratégia da Atiaia de ampliar sua presença no segmento de geração hidrelétrica, com foco em ativos estruturantes e alinhados à transição energética brasileira.
Com capacidade instalada de 29,8 MW na PCH Taboca e 48,4 MW na UHE Estrela, os projetos somam 78,2 MW de potência, reforçando a oferta de energia renovável no Sistema Interligado Nacional (SIN) e contribuindo para a diversificação da matriz elétrica em um momento de crescente demanda e maior complexidade operativa do sistema.
Concretagens marcam etapa crítica das obras
O atual estágio das obras é caracterizado pelas chamadas grandes concretagens, fase essencial para a consolidação das estruturas civis das usinas. Ao todo, serão aplicados aproximadamente 100 mil m³ de concreto, volume que supera, por exemplo, o utilizado na construção do Estádio do Maracanã, estimado em cerca de 80 mil m³.
Esse volume expressivo evidencia a escala dos projetos e a complexidade da engenharia envolvida, sobretudo em um contexto de obras executadas simultaneamente e com prazos rigorosos de entrega.
Segundo Marcelo Costanzo, gerente de Projetos da Atiaia Renováveis, o momento representa um divisor de águas no cronograma. O executivo destaca que a fase atual exige alto nível de coordenação entre as equipes técnicas e operacionais.
“Alcançar o pico das obras, com todas as frentes atuando simultaneamente e estruturas de grande complexidade sendo concretadas em paralelo, é um marco para o projeto. A execução conjunta da PCH Taboca e da UHE Estrela exige coordenação precisa, disciplina construtiva e soluções eficientes para garantir qualidade e segurança. Estamos orgulhosos da engenharia que estamos executando”, afirma Marcelo Costanzo, gerente de Projetos da Atiaia Renováveis.
Estruturas estratégicas e rigor técnico
Entre as principais estruturas em execução estão a tomada d’água, o conduto forçado, a casa de força, o vertedouro e a barragem de terra, componentes fundamentais para o desempenho hidráulico e eletromecânico das futuras usinas.
O processo de concretagem utiliza técnicas como formas deslizantes, que permitem a execução contínua das estruturas ao longo de vários dias, sem interrupções. Esse método exige logística sofisticada, planejamento detalhado e controle rigoroso de variáveis como temperatura, cura do concreto e qualidade dos insumos, fatores ainda mais críticos em função do clima quente predominante na região sudoeste de Goiás.
A conclusão dessa etapa é considerada decisiva para a sequência do cronograma, pois viabiliza o início da montagem eletromecânica, que contempla a instalação de turbinas, geradores, comportas e grades, marcando a transição das obras civis para a fase industrial dos projetos.
Na PCH Taboca, o pico das obras deve se encerrar até janeiro, enquanto na UHE Estrela a previsão é que esse estágio seja concluído em abril.
Integração ao sistema elétrico e infraestrutura de transmissão
Além das usinas, a Atiaia Renováveis também executa a construção de uma linha de transmissão de 238 kV, com 220 torres distribuídas ao longo de 80 quilômetros. A infraestrutura será responsável por escoar a energia gerada até o ponto de conexão em Barra dos Coqueiros (GO), assegurando a integração plena dos empreendimentos ao sistema de transmissão.
O projeto inclui ainda subestações, sistemas de proteção, telecomunicação e toda a infraestrutura associada necessária para garantir confiabilidade, estabilidade e conformidade regulatória na operação futura.
Inovação e sustentabilidade nos canteiros
Um dos diferenciais dos projetos é a adoção de soluções inovadoras de sustentabilidade nos próprios canteiros de obras. A empresa implantou uma central solar em contêiner, utilizada para abastecer parcialmente as operações administrativas com energia limpa — iniciativa considerada inédita nos projetos hidrelétricos da companhia.
O sistema foi proposto pela GEL Engenharia e conta com 384 módulos fotovoltaicos, totalizando potência instalada de 480 kW. A usina de geração distribuída atende integralmente a demanda do canteiro administrativo, reduzindo o consumo de energia da rede e as emissões associadas à fase de construção.
A estrutura dos canteiros também chama atenção pela dimensão e pelo padrão de facilities. Como as duas usinas estão localizadas a apenas 14 km uma da outra, elas compartilham a mesma base operacional, com alojamentos, refeitórios, ambulatórios e áreas de convivência, incluindo campo de futebol e quadra de areia, garantindo melhores condições de bem-estar aos trabalhadores.
Leilão A-5 e início de operação em 2027
A viabilização econômica dos projetos ocorreu por meio do Leilão de Energia Nova A-5, realizado em 2022, no qual a Atiaia Renováveis saiu vencedora. A energia gerada pelas usinas será comercializada no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), com contratos de longo prazo que asseguram previsibilidade de receita e estabilidade financeira ao empreendimento.
O início do fornecimento está previsto para janeiro de 2027, em um momento estratégico para o setor elétrico brasileiro, que enfrenta desafios relacionados ao crescimento da carga, à variabilidade das fontes renováveis intermitentes e à necessidade de reforço estrutural da base hídrica.
Com a entrada em operação da PCH Taboca e da UHE Estrela, a Atiaia fortalece seu posicionamento como player relevante em geração renovável, contribuindo para a segurança energética nacional e para a consolidação de uma matriz cada vez mais limpa, resiliente e diversificada.



