COPEL anuncia distribuição de R$ 1,35 bilhão em dividendos e consolida compromisso com retorno ao acionista

Pagamento será confirmado na AGO de 2026; movimentação reforça novo momento da companhia após migração ao Novo Mercado

A Copel anunciou a distribuição de R$ 1,35 bilhão em dividendos, reforçando sua estratégia de geração de valor aos acionistas em um momento de reestruturação societária e consolidação de governança após a migração ao Novo Mercado da B3. O anúncio foi aprovado pelo Conselho de Administração e divulgado em Aviso aos Acionistas nesta quarta-feira (10/12).

O montante será distribuído com base na reserva de lucros e considera a nova estrutura acionária da empresa, agora composta exclusivamente por ações ordinárias, exceto pela ação preferencial de classe especial do Estado do Paraná. A transação acontece após um ano marcado por reorganização societária, fortalecimento da política de dividendos e avanço no processo de privatização concluído em 2023.

Definição do pagamento fica para abril de 2026

O pagamento dos dividendos será deliberado durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 23 de abril de 2026, quando também serão analisados o relatório de administração, o balanço patrimonial e as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025.

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Terão direito ao provento os acionistas com posição registrada até o fim do pregão de 30 de dezembro de 2025, data conhecida como “data com”. A partir de 2 de janeiro de 2026, os papéis passam a ser negociados ex-proventos.

O aviso detalha que o valor bruto por ação ordinária será de R$ 0,45460171311, podendo haver ajustes caso haja exercício de direito de recesso por acionistas preferencialistas que não aprovaram as deliberações da Assembleia Especial de Preferencialistas realizada em 17 de novembro de 2025.

Impacto da migração ao Novo Mercado

A migração da Copel ao Novo Mercado da B3, aprovada em agosto e ratificada em novembro, alterou a estrutura acionária da companhia e consolidou o modelo de capital baseado exclusivamente em ações ON. A mudança reforça padrões mais elevados de governança e amplia a atratividade dos papéis junto a investidores institucionais, especialmente estrangeiros.

A unificação das classes de ações foi um ponto crucial para a política de dividendos, uma vez que simplificou o cálculo de proventos e garantiu maior previsibilidade ao mercado. A Copel tem sido constante em reforçar que o novo modelo societário melhora a transparência e o alinhamento entre acionistas, o que contribui para a estabilidade na distribuição de dividendos.

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Possíveis ajustes e direitos de recesso

O comunicado destaca que os valores informados ainda podem sofrer alterações decorrentes do exercício de direito de recesso por acionistas preferenciais que discordaram das deliberações sobre a migração ao Novo Mercado.

Esse ajuste é considerado normal em processos de reorganização societária envolvendo mudança de classe acionária. Caso haja modificações, um novo Aviso aos Acionistas será publicado. A Copel reforça que todos os procedimentos seguem a regulação da CVM e as práticas da B3 para operações dessa natureza.

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