ENGIE inicia operação do primeiro trecho do Sistema Asa Branca e avança em reforço estrutural da transmissão no país

Entradas em 500 kV na Bahia ampliam integração Nordeste–Sudeste, fortalecem o escoamento de renováveis e consolidam expansão da companhia no segmento de transmissão

A infraestrutura de transmissão brasileira avançou mais um passo significativo com o início da operação comercial do primeiro trecho do Sistema de Transmissão Asa Branca, desenvolvido pela ENGIE Brasil Energia na Bahia. A entrega marca um movimento estratégico para reforçar o escoamento de energia renovável do Nordeste em direção ao Sudeste, região de maior consumo do país, além de contribuir para maior confiabilidade e segurança operativa no Sistema Interligado Nacional (SIN).

O novo trecho, com 334 quilômetros de extensão em 500 kV, entrou em operação nesta quarta-feira (26). A implantação envolveu o trecho entre Morro do Chapéu II e Poções III, incluindo a ampliação de duas subestações associadas e a travessia por 19 municípios baianos. A infraestrutura viabiliza a conexão de fontes eólicas e solares da Bahia com centros de carga distantes, aliviando gargalos que há anos pressionam a rede.

Primeiro trecho de Asa Branca inicia operação e amplia capacidade de escoamento do Nordeste

O Sistema Asa Branca foi arrematado no Leilão de Transmissão realizado em 2023 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O empreendimento completo contempla cerca de 1.000 quilômetros de linhas de transmissão distribuídas entre Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, com investimentos estimados em R$ 2,67 bilhões.

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Ao comentar a relevância da obra, o Diretor-Presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini, destacou o papel estratégico do projeto Asa Branca para a expansão da infraestrutura e a segurança do SIN. Sattamini ressaltou que a interligação é crucial para o escoamento de energia e a diversificação da matriz.

“O avanço das obras de Asa Branca representa um marco importante para a expansão da infraestrutura elétrica nacional. Ao interligar as regiões Nordeste e Sudeste, o projeto viabiliza o escoamento da energia, reduz os riscos de oscilação ou interrupção no fornecimento e contribui diretamente para a diversificação da matriz elétrica. A ENGIE tem atuado de forma consistente na transição energética brasileira, com empreendimentos que integram inovação, sustentabilidade e segurança operacional, gerando benefícios duradouros para toda a sociedade”.

O trecho entregue é considerado estruturante não apenas pela expansão da malha de transmissão, mas pelo papel estratégico para viabilizar novos parques renováveis, sobretudo em regiões de alta competitividade eólica e solar.

Avanço de licenciamento e cronograma acelerado garantem execução em tempo recorde

Para cumprir as metas definidas em contrato, a ENGIE estruturou um plano de execução considerado robusto pela indústria. Em junho deste ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu a licença prévia para os trechos Poções III, Medeiros Neto II, João Neiva II, Viana II e suas subestações associadas, uma etapa decisiva para que o empreendimento mantivesse ritmo acelerado.

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Atualmente, cerca de 666 quilômetros de linhas de transmissão estão em implantação. De acordo com o contrato de concessão, a entrada plena em operação comercial do sistema deve ocorrer até março de 2029. A concessão é válida por 30 anos, a contar da assinatura dos contratos em setembro de 2023.

O cronograma do Asa Branca também inclui planos de gestão socioambiental e frentes simultâneas de construção, estratégia cada vez mais adotada em projetos de grande porte para mitigar riscos climáticos e logísticos.

ENGIE amplia presença em transmissão e reforça integração do SIN

Com a entrada em operação do novo trecho, a ENGIE Brasil Energia passa a operar mais de 3.200 quilômetros de linhas de transmissão em diversas regiões do país, ampliando sua presença no segmento e fortalecendo sua estratégia de integração da geração renovável no SIN.

Entre os empreendimentos já operacionais estão:

  • Gralha Azul (PR) – 909 km
  • Novo Estado (TO e PA) – 1.800 km
  • Gavião Real (PA) – linha acrescida de uma subestação associada
  • Trecho brownfield de Graúna (MG e ES) – 162 km

Além disso, a empresa mantém mais de 1.300 quilômetros em implantação, sendo aproximadamente 732 km referentes ao sistema de transmissão Graúna e 666 km do projeto Asa Branca.

O diretor de transmissão da ENGIE Brasil Energia, Gustavo Labanca, destacou que a companhia mantém um histórico consistente no setor, com ênfase nos elevados padrões técnicos e cronogramas de suas obras. Ele avaliou que o projeto Asa Branca consolida essa atuação.

“A ENGIE possui uma trajetória consistente na execução de projetos de transmissão, conduzindo obras com elevados padrões técnicos e de saúde e segurança e cronogramas rigorosamente alinhados. O projeto Asa Branca dá continuidade a esse histórico de entregas e consolida a atuação da Companhia como referência em boas práticas de mercado e excelência operacional para impulsionar a expansão da infraestrutura elétrica com premissas adequadas às atuais necessidades do setor”.

Infraestrutura de transmissão e segurança energética: impacto direto no futuro do SIN

O reforço da malha entre o Nordeste, região que concentra mais de 80% da capacidade eólica do país, e o Sudeste, maior centro de carga nacional, é um dos principais vetores para garantir segurança energética e estabilidade sistêmica nos próximos anos. A crescente participação de renováveis intermitentes exige maior flexibilidade, redundância e capacidade de escoamento em longas distâncias.

O Sistema Asa Branca se insere justamente nesse contexto, ajudando a consolidar a transição energética brasileira e reduzindo gargalos que limitam a expansão eólica e solar. Além disso, o empreendimento gera cerca de 4 mil empregos diretos ao longo de sua execução, estimulando desenvolvimento regional.

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