Auren Energia lança segundo programa de recompra e reforça estratégia de gestão de capital

Companhia poderá adquirir até 450 mil ações ordinárias na B3 para cumprir obrigações do Plano de Outorga; operação representa ajuste fino na política de capital e preserva liquidez de mercado

A Auren Energia anunciou nesta terça-feira a aprovação do seu 2º Programa de Recompra de Ações, autorizando a aquisição de até 450 mil ações ordinárias de sua própria emissão. A operação, aprovada pelo Conselho de Administração e comunicada ao mercado conforme a Lei das S.A. e a Resolução CVM 77, reforça a estratégia corporativa da empresa para gestão de capital e atendimento às obrigações relacionadas ao Plano de Outorga de Ações Restritas.

O volume autorizado representa 0,04% do total de ações emitidas e 0,14% das ações em circulação, sinalizando uma movimentação de caráter técnico, focada no alinhamento de incentivos e na manutenção de flexibilidade para programas de remuneração baseados em ações.

Recompra foca cumprimento do Plano de Outorga e gestão de tesouraria

Segundo a companhia, o objetivo do plano é exclusivamente viabilizar a execução do Plano de Outorga de Ações Restritas, aprovado em Assembleia Geral Extraordinária e Ordinária realizada em abril de 2023. As ações adquiridas poderão ser mantidas em tesouraria, alienadas ou canceladas sem redução do capital social, conforme previsto na legislação vigente.

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A Auren informou que atualmente possui 318.249.925 ações ordinárias em circulação e 5,4 milhões de ações em tesouraria. A recompra, portanto, aumenta a capacidade da empresa de utilizar ações próprias para compromissos futuros com colaboradores elegíveis.

Prazo curto e execução flexível na B3

O programa tem duração máxima de 30 dias, iniciando-se imediatamente. As operações serão realizadas exclusivamente no ambiente da B3, a preço de mercado, sem qualquer interferência sobre preço-alvo ou faixas determinadas.

A decisão sobre volume e momento de compra caberá à Diretoria de Tesouraria, que terá autonomia para realizar operações pontuais ou séries de compras. A Itaú Corretora de Valores S.A. atuará como instituição financeira intermediária.

Recompras serão suportadas pela Reserva de Capital

O comunicado destaca que os recursos utilizados no 2º Programa de Recompra serão integralmente oriundos da Reserva de Capital da Auren, conforme previsão estatutária. A utilização desse mecanismo preserva a estrutura financeira da companhia, sem impacto sobre o caixa operacional ou eventuais compromissos de investimento.

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A empresa reforçou ainda que ações mantidas em tesouraria:

  • não conferem direitos políticos ou patrimoniais enquanto não forem recolocadas no mercado;
  • podem permanecer em tesouraria por prazo indeterminado;
  • são desconsideradas nos quóruns de instalação e deliberação previstos na legislação societária.

Movimento reforça governança e previsibilidade para acionistas

Programas de recompra são instrumentos amplamente utilizados por companhias abertas para reforçar a disciplina de capital, dar suporte a programas de remuneração baseados em ações e oferecer maior previsibilidade ao mercado em relação às estratégias societárias. No caso da Auren, o volume relativamente reduzido e o prazo curto indicam uma operação estritamente vinculada às demandas do Plano de Outorga.

Embora não envolva grandes impactos sobre liquidez dada a representatividade modesta, inferior a 0,2% do free float, o programa sinaliza continuidade da política de valorização dos profissionais e alinhamento de longo prazo entre gestão e acionistas.

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