Distribuição terá mais de R$ 1,9 bilhão apenas em 2026; empresa reforça estratégia de eficiência, digitalização e resiliência diante de eventos climáticos extremos
A Copel consolidou um dos maiores ciclos de investimentos de sua história recente ao aprovar, em 18 de novembro de 2025, um plano de Capex de R$ 17,8 bilhões para o período de 2026 a 2030. O montante, que reforça a estratégia da empresa após a privatização, direciona recursos para a modernização da infraestrutura elétrica, o aprimoramento da qualidade do serviço e a ampliação de ativos regulados.
O plano evidencia o reposicionamento da companhia como uma operadora integrada, com foco em governança, desempenho técnico e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que busca atender ao avanço da carga, ao crescimento da geração distribuída e à necessidade crescente de redes mais resilientes.
Investimentos de R$ 3,0 bilhões já em 2026
Segundo a Copel, o ciclo de investimentos começa forte já em 2026, com R$ 3,0 bilhões distribuídos entre as áreas de distribuição, geração, transmissão, comercialização, serviços e holding. A companhia destacou que “a Copel Distribuição concentrará cerca de R$ 1,9 bilhão, direcionado à melhoria contínua da qualidade e excelência operacional.”
A alocação prioriza projetos voltados à expansão e reforço da rede, modernização de subestações, digitalização de sistemas, automatização de dispositivos de operação e redução de perdas — fatores essenciais para manter o equilíbrio da concessão frente às exigências regulatórias e à pressão crescente dos eventos climáticos extremos.
Geração e transmissão terão R$ 1,0 bilhão em 2026 para modernização e reforços
Os investimentos em geração e transmissão seguem com ritmo robusto. Segundo a Copel “a Copel Geração e Transmissão investirá aproximadamente R$ 1,0 bilhão, com foco na modernização e aumento da capacidade operativa de geração, e reforços e melhorias das linhas de transmissão.”
A carteira engloba revitalização de hidrelétricas, repotenciação de unidades geradoras, ações de manutenção avançada, atualização de sistemas de proteção e controle, além de reforços e ampliações em corredores críticos de transmissão. O objetivo é ampliar a disponibilidade operativa, reduzir indisponibilidades e garantir capacidade para escoar energia em um cenário de expansão da geração renovável.
Por fim, a companhia completou que “o valor remanescente será destinado às áreas de Comercialização, Serviços e Holding, assegurando suporte às iniciativas estratégicas do grupo.”
O aporte nessas frentes inclui governança, inovação, desenvolvimento de serviços associados à transição energética, como resposta da demanda, e integração operacional.
Distribuição lidera o Capex com foco em qualidade e confiabilidade
A maior parte do investimento inicial se concentra na área de distribuição, reforçando a prioridade da Copel em elevar a qualidade do fornecimento. Entre as principais frentes previstas, destacam-se:
- Expansão e reforço das redes de média e baixa tensão
- Digitalização da operação
- Automação de religadores
- Modernização de subestações
- Medição inteligente
- Redução de perdas técnicas e não técnicas
Essas iniciativas estão alinhadas às metas da Aneel para continuidade (DEC/FEC) e ao avanço tecnológico que exige maior flexibilidade e confiabilidade das redes de distribuição.
Geração e transmissão destinam R$ 971,6 milhões para modernização e reforços
O detalhamento apresentado pela Copel indica que o Capex em geração e transmissão para 2026 alcança R$ 971,6 milhões, sendo:
- Geração – R$ 441,5 milhões
- Hidrelétricas: R$ 314,2 milhões
- Eólicas: R$ 127,3 milhões
- Transmissão – R$ 449,8 milhões
- Reforços e melhorias: R$ 414,6 milhões
- Outros investimentos: R$ 35,2 milhões
Além disso, R$ 80,3 milhões adicionais contemplam projetos complementares de transmissão.
- Demais áreas somam R$ 107 milhões em 2026
- Holding: R$ 49,6 milhõesCopel Comercialização: R$ 1,9 milhão
- Copel Serviços e outras participações: R$ 55,4 milhões
Esses recursos permitem fortalecer estrutura administrativa, governança e iniciativas transversais de inovação.
Estratégia de longo prazo reforça compromisso com resiliência e valor ao acionista
O plano de R$ 17,8 bilhões até 2030 é visto pelo mercado como um movimento de continuidade e maturidade do modelo pós-privatização da Copel. A concentração dos aportes em áreas-chave, especialmente na distribuição, reflete o desafio crescente imposto pelos eventos climáticos severos, que têm pressionado as concessionárias a investir em redes mais inteligentes, redundantes e robustas.
Para o setor elétrico, o plano demonstra que a companhia busca combinar expansão eficiente com disciplina financeira, modernização dos ativos e aumento da confiabilidade do fornecimento no Paraná.



