EBITDA ajustado alcança R$ 83,4 milhões; companhia reforça eficiência operacional e foco em modernização
A Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae), responsável pela geração de energia no Estado de São Paulo, apresentou resultados expressivos no primeiro semestre de 2025, consolidando um novo ciclo de gestão e eficiência após a privatização. Com EBITDA ajustado de R$ 83,4 milhões, a companhia registrou crescimento de 23,9% em relação ao mesmo período de 2024, mantendo margem de 30,6%. No comparativo trimestral, o aumento foi de 12,7% entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período deste ano.
A receita líquida da Emae chegou a R$ 308 milhões no acumulado de janeiro a junho, alta de 1,4% frente ao primeiro semestre do ano passado. Na análise trimestral, a evolução foi ainda mais significativa: avanço de 5,8% entre o 2T24 e o 2T25.
O lucro líquido também apresentou desempenho robusto, alcançando R$ 66 milhões, 22,2% acima do registrado no primeiro semestre de 2024. Embora o crescimento no comparativo trimestral tenha sido mais modesto — alta de 0,6% —, o resultado reforça a consistência da estratégia adotada pela empresa.
Nova fase após privatização
A privatização da Emae marcou o início de uma reestruturação administrativa e operacional, com investimentos voltados à modernização de ativos, otimização de processos e expansão de oportunidades no mercado de energia.
Para a CEO Karla Maciel, o desempenho reflete a adoção de uma gestão voltada para resultados e inovação. “Este desempenho é resultado direto do foco que temos mantido na aplicação de alavancas de eficiência, modernização e compromisso com o crescimento sustentável. A Emae está vivendo uma nova fase, com estratégias claras e objetivos sólidos, e os números deste trimestre reforçam que estamos no caminho certo. Nossa localização na Região Metropolitana de São Paulo, no principal centro consumidor de energia da América Latina, nos coloca em uma posição única no setor”.
A fala de Karla reforça o papel estratégico da Emae em atender um dos mercados mais dinâmicos do país e a importância de manter um posicionamento competitivo frente às mudanças do setor elétrico.
Eficiência e expansão no radar
O aumento da eficiência operacional é uma das principais prioridades da companhia, que vem aplicando tecnologias e metodologias de gestão para melhorar a performance de geração e comercialização de energia.
A estratégia inclui:
- Modernização de ativos: atualização de equipamentos e sistemas para ampliar a confiabilidade e reduzir custos de manutenção.
- Gestão de portfólio: diversificação de contratos e busca por novas oportunidades no mercado livre de energia.
- Sustentabilidade: compromisso com práticas de geração limpa e preservação de recursos hídricos.
Com presença estratégica na Região Metropolitana de São Paulo, a Emae opera próxima ao maior centro consumidor de energia da América Latina, o que facilita a comercialização e distribuição, além de reduzir perdas no transporte.
Perspectivas para o segundo semestre
O desempenho no primeiro semestre coloca a Emae em posição favorável para acelerar projetos no segundo semestre de 2025. A empresa deve manter foco na ampliação da eficiência energética e explorar novas frentes de negócio, incluindo soluções voltadas para a transição energética e integração de fontes renováveis.
Especialistas apontam que o cenário energético brasileiro, marcado pela diversificação da matriz e pela digitalização do setor, abre espaço para que companhias como a Emae ampliem participação de mercado e fortaleçam rentabilidade.
A expectativa é de que a combinação de gestão eficiente, localização estratégica e investimentos em modernização mantenha a companhia em trajetória de crescimento, sustentando os resultados positivos observados desde a privatização.



