Banco do Brasil reforça protagonismo climático durante evento internacional na Amazônia

Durante o Global Citizen Now: Amazônia, em Belém, BB apresenta investimentos em bioeconomia, inclusão de comunidades tradicionais e compromisso com metas sustentáveis até 2030

Com forte presença institucional, o Banco do Brasil participou nesta quinta-feira (24) da abertura do Global Citizen Now: Amazônia, evento internacional que reuniu líderes globais em Belém (PA) para discutir soluções climáticas baseadas em comunidades locais e o papel do Brasil como guardião da floresta amazônica. A iniciativa, inédita na capital paraense, acontece a apenas quatro meses da realização da COP30, marcada também para Belém.

Representando o banco, o vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, José Ricardo Sasseron, participou do painel “Turning Point for Amazônia” e reforçou o papel estratégico da instituição no financiamento ao desenvolvimento sustentável e à resiliência climática em comunidades ribeirinhas, pequenos agricultores e populações extrativistas da região amazônica.

Investimentos expressivos em bioeconomia e comunidades tradicionais

Entre as principais iniciativas destacadas por Sasseron está o Hub Financeiro de Bioeconomia, que já direcionou R$ 1,9 bilhão em investimentos para a Amazônia Legal. O banco também atua diretamente no apoio a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais por meio de uma parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS). Além disso, o BB é responsável pela gestão do Fundo de Repartição de Benefícios, que conta com patrimônio inicial de R$ 10 milhões e visa garantir a justa distribuição de recursos provenientes da biodiversidade.

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Esses programas visam não apenas a preservação do bioma, mas também a promoção de oportunidades econômicas sustentáveis para os povos da floresta.

Compromissos climáticos até 2030

O Banco do Brasil também apresentou os avanços nos 12 Compromissos BB 2030 para um Mundo Mais Sustentável, conjunto de metas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Dentre os compromissos, destacam-se:

  • R$ 500 bilhões em crédito sustentável até 2030;
  • R$ 200 bilhões direcionados exclusivamente à agricultura sustentável;
  • Conservação de 1 milhão de hectares até 2025;
  • Ampliação de fontes renováveis e iniciativas de reflorestamento;
  • Inclusão social de comunidades vulneráveis.

Apoio internacional e protagonismo climático do Brasil

Durante sua fala no painel, José Ricardo Sasseron enfatizou o simbolismo da realização do evento em Belém, cidade que também sediará a próxima conferência climática da ONU.

“É essencial que o mundo ouça os povos indígenas e reconheça seu papel na conservação do bioma amazônico, que tem um papel vital na regulação do clima global. Temos atuado para amplificar os conhecimentos ancestrais e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico na região, com apoio a projetos de crédito de carbono que já protegem mais de 800 mil hectares de áreas privadas. Também captamos US$ 750 milhões junto a organismos internacionais para impulsionar projetos diversos para bioeconomia, conectividade e a energia renovável na Amazônia Legal”, destaca.

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O apoio financeiro internacional mencionado por Sasseron reforça a credibilidade das ações do banco e sua capacidade de captação para projetos estratégicos em uma das regiões mais sensíveis do planeta em termos ambientais e sociais.

Reconhecimento global e liderança no setor financeiro

Com seis reconhecimentos consecutivos como o banco mais sustentável do mundo pelo ranking Global 100 da Corporate Knights, o Banco do Brasil consolida sua posição de liderança no setor financeiro global com foco em sustentabilidade, inclusão social e justiça climática.

Ao conectar ações concretas com metas de longo prazo, o BB se posiciona como uma peça central no enfrentamento das mudanças climáticas no Brasil, especialmente na região amazônica, onde os desafios são tão complexos quanto urgentes.

Caminho para a COP30

A presença do Banco do Brasil no Global Citizen Now: Amazônia reforça o protagonismo da instituição na preparação para a COP30.

O evento de novembro deverá consolidar não apenas os compromissos do país com a pauta climática, mas também a liderança da Amazônia como epicentro das discussões globais sobre preservação ambiental, justiça social e desenvolvimento sustentável.

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