Alupar conclui projeto estratégico no Litoral de SP e atinge RAP de R$ 87,4 milhões para 2024/2025

Trechos da Empresa Litorânea de Transmissão de Energia (ELTE) entram em operação definitiva, fortalecendo a infraestrutura elétrica da Baixada Santista com segurança, capacidade e crescimento regional

A Alupar Investimento S.A. alcançou mais um marco relevante em sua trajetória de expansão no setor elétrico brasileiro. A Empresa Litorânea de Transmissão de Energia S.A. (ELTE), controlada integralmente pela Alupar, recebeu em 14 de julho de 2025 os Termos de Liberação Definitivos (TLDs) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o trecho do Litoral Norte do empreendimento, consolidando a operação total do projeto e atingindo uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 87.448.975,61 no ciclo tarifário 2024/2025.

O empreendimento, que abrange infraestrutura crítica para a segurança e expansão energética da Baixada Santista (SP), teve contrato de concessão assinado originalmente em setembro de 2014, com aditivo firmado em janeiro de 2021. Com a operação integral dos ativos prevista no escopo do projeto, a ELTE reforça seu papel estratégico no sistema elétrico nacional e regional.

Nova subestação amplia capacidade na Baixada Santista

O trecho recém-liberado pelo ONS contempla a Subestação Domênico Rangoni 345/138 kV, instalada em uma área de 42.714,2 m² e equipada com seis transformadores (mais um reserva), totalizando uma capacidade de 800 MVA. O ativo é fundamental para reforçar o abastecimento da região, especialmente em cenários de alta demanda.

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  • Além da subestação, foram seccionadas duas linhas de transmissão:
  • Tijuco Preto – Baixada Santista (345 kV), com 18 km de extensão
  • Vicente de Carvalho – Bertioga II (138 kV), com 3 km de extensão

Esse conjunto de ativos passou a gerar RAP de R$ 30.112.444,42 desde 4 de junho de 2025, data em que começou a operar comercialmente, antes mesmo da emissão formal dos TLDs.

Projeto completo já opera com 100% da RAP autorizada

O avanço atual complementa os marcos anteriores do projeto. O trecho Sul, composto pela Subestação Manoel da Nóbrega e a Linha de Transmissão Henry Borden – Manoel da Nóbrega, já operava desde maio de 2024, gerando uma RAP de R$ 43.100.513,74.

Além disso, em maio de 2025, foi liberado o reforço nas instalações da Subestação Manoel da Nóbrega, com RAP adicional de R$ 14.236.017,45. Com isso, os três componentes do projeto — Litoral Norte, trecho Sul e reforço — totalizam R$ 87,4 milhões em RAP no ciclo atual, garantindo a plena remuneração da concessão e consolidando a entrega de todas as etapas previstas.

Infraestrutura estratégica para segurança energética

O projeto representa um avanço significativo para o sistema elétrico da Baixada Santista, tradicionalmente sensível a flutuações de carga devido à concentração populacional, turismo sazonal e presença de polos industriais e portuários.

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Com a conclusão dos ativos da ELTE, a região passa a contar com maior confiabilidade e resiliência no fornecimento de energia, reduzindo riscos de interrupções e possibilitando a integração de novos empreendimentos industriais e comerciais.

Além disso, os investimentos contribuem para a modernização da malha elétrica do estado de São Paulo, reforçando o papel da Alupar como uma das principais operadoras privadas do setor de transmissão no país.

Cronologia do projeto ELTE

  • Contrato de Concessão: setembro de 2014
  • Aditivo Contratual: janeiro de 2021
  • Licença de Instalação – SE Domênico Rangoni: dezembro de 2022
  • Licenças de Seccionamento das Linhas: outubro de 2023
  • Operação comercial do trecho Sul: maio de 2024
  • TLD do reforço na SE Manoel da Nóbrega: maio de 2025
  • TLDs do trecho Litoral Norte (atual): julho de 2025
  • Perspectivas e consistência regulatória

A consolidação da RAP de R$ 87,4 milhões reforça não apenas a viabilidade econômica do projeto, mas também a previsibilidade regulatória do setor de transmissão no Brasil. A estrutura de remuneração via RAP, supervisionada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), garante retorno seguro aos investidores e estabilidade para o planejamento do setor elétrico nacional.

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