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Oito Megatendências que Vão Redefinir o Setor Elétrico Brasileiro até 2034, segundo Envol

Estudo aponta hidrogênio verde, carros elétricos e digitalização como pilares da transição energética no Brasil

Um estudo recente da Envol Energy Consulting revelou as principais megatendências que irão transformar o setor elétrico brasileiro nos próximos 10 anos. Com previsão de mudanças tecnológicas, regulatórias e estruturais, o estudo destaca o potencial do Brasil para se tornar uma referência global em transição energética, aproveitando sua matriz predominantemente renovável e sua posição estratégica no mercado global de energia limpa.

Segundo Alexandre Viana, CEO da Envol, o setor elétrico brasileiro enfrenta uma década de oportunidades e desafios, com o avanço de tecnologias como hidrogênio verde, baterias de armazenamento e inteligência artificial, que prometem revolucionar desde a geração até o consumo de energia. “Essas megatendências são oportunidades únicas para modernizar o Sistema Elétrico Brasileiro (SEB), alinhando-o aos compromissos globais de descarbonização e sustentabilidade”, destaca Viana.

O Brasil, que já gera 80% de sua energia a partir de fontes renováveis, está bem-posicionado para liderar a transição energética global, mas precisará superar desafios regulatórios e operacionais. O estudo identifica oito tendências prioritárias que devem moldar o futuro do setor até 2034.

As oito megatendências identificadas pelo estudo são:

1. Hidrogênio verde: Com 95% do hidrogênio global ainda produzido a partir de combustíveis fósseis, a migração para fontes renováveis é essencial. O Brasil, com sua matriz energética limpa, está bem-posicionado para liderar essa transição e atender à crescente demanda global por hidrogênio renovável.

2. Armazenamento de energia: A consolidação das energias renováveis exige soluções de armazenamento, como baterias de lítio, que garantem estabilidade às redes e possibilitam o uso eficiente de excedentes energéticos.

3. Transição energética: Embora as renováveis estejam crescendo, desafios como a dependência de metais raros e a integração do hidrogênio verde mostram que o abandono total dos combustíveis fósseis ainda exige esforços globais coordenados.

4. Recursos Energéticos Distribuídos (DER): Com 35 GW de capacidade instalada em geração distribuída no Brasil em 2024, os DERs oferecem mais autonomia aos consumidores. Discussões regulatórias sobre como integrar esses recursos à rede serão essenciais para maximizar seu impacto.

5. Carros elétricos: Enquanto a China lidera a adoção, o Brasil avança gradualmente na transição para veículos elétricos, que dependem de melhorias na infraestrutura de recarga e no custo-benefício das baterias.

6. Inteligência Artificial (IA): A IA já está transformando a gestão de sistemas elétricos, otimizando recursos renováveis e prevendo padrões de consumo. No entanto, a regulação precisa acompanhar o ritmo dessa evolução tecnológica.

7. Digitalização dos sistemas elétricos: Desde medidores inteligentes até automação avançada, a digitalização traz eficiência, mas também novos desafios, como garantir a privacidade dos dados dos consumidores.

8. Eletrificação da sociedade: Impulsionada por fontes renováveis, a eletrificação busca substituir combustíveis fósseis em diversas aplicações, como transporte e aquecimento. Essa transição, no entanto, exige redes de transmissão mais robustas e estáveis.

Desafios regulatórios e oportunidades

Apesar das oportunidades, o Brasil ainda enfrenta desafios regulatórios para transformar essas tendências em realidade. “Precisamos evitar o ‘lock-in’ tecnológico, que limita o setor a soluções únicas, e criar uma regulação que equilibre custos e riscos entre investidores, consumidores e a sociedade”, explica Viana.

Para garantir o sucesso da transição energética, o estudo recomenda uma abordagem regulatória baseada em boas práticas internacionais, como as adotadas no Reino Unido, adaptadas às especificidades do sistema energético brasileiro.

“O Brasil tem um grande potencial para liderar a transição energética global, mas isso depende de um equilíbrio regulatório que promova investimentos e garanta benefícios amplos para toda a sociedade”, conclui o CEO.

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