Em sua segunda edição, premiação do Operador expandiu avaliação para parques de geração hidráulica, térmica, eólica e solar, além de novos segmentos na transmissão de energia
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) celebrou, nesta quarta-feira (21/10), a entrega da 2ª edição do Prêmio ONS de Qualidade na Operação. O evento, realizado no Rio de Janeiro, reconheceu 24 agentes que se destacaram pelo desempenho técnico e pelo compromisso com a segurança, confiabilidade e estabilidade operativa do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A iniciativa ganha relevância em meio ao avanço da transição energética no Brasil, que introduziu maior volatilidade e complexidade ao despacho centralizado. A edição de 2026 expandiu o escopo de avaliação, incorporando indicadores para o segmento de Geração (nas modalidades hidráulica, térmica, fotovoltaica e eólica) e abrindo novas categorias de análise para a malha de Transmissão.
Transição e complexidade operativa no centro das avaliações
A ampliação dos critérios do prêmio reflete as transformações estruturais da matriz elétrica brasileira, caracterizada pela inserção massiva de fontes renováveis variáveis e pelo aumento das exigências de controle de frequência e tensão.
Ao analisar o contexto atual da infraestrutura nacional, o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, enfatiza a relevância do engajamento dos agentes para a estabilidade da rede: “O setor elétrico passa por uma transformação importante, com maior diversidade de fontes e crescente complexidade operacional. Nesse cenário, reconhecer agentes que se destacam pelo desempenho e pelo compromisso com a qualidade da operação é uma forma de valorizar práticas que fortalecem o sistema e geram benefícios para todo o país.”
Vencedores na Transmissão e na Geração
Na categoria Transmissão, a Axia Energia Nordeste alcançou o topo do pódio em duas modalidades estratégicas: Desempenho na Operação e Desempenho na Gestão de Providências. Nos ativos de rede, a Copel Geração e Transmissão conquistou o primeiro lugar na subcategoria Corrente Alternada, enquanto a Norte Brasil Transmissora de Energia liderou em Corrente Contínua.
No segmento de Geração, os prêmios de primeiro lugar foram distribuídos entre diferentes tecnologias operacionais. A Copel-GT venceu em Geração Hidráulica; a Parnaíba GC (Eneva) ficou na liderança em Geração Térmica; a Enel Brasil alcançou a primeira colocação em Geração Fotovoltaica; e a Statkraft Energias Renováveis liderou na modalidade Geração Eólica. A metodologia de avaliação considerou históricos consistentes de disponibilidade, cumprimento de procedimentos de rede e agilidade no atendimento às diretrizes do Operador.
O diretor de Operação do ONS, Valter Cardeal, destaca que a premiação foca na regularidade dos processos ao longo do tempo: “Mais do que o resultado em si, a avaliação valoriza a consistência do desempenho ao longo do tempo. Os agentes reconhecidos nesta edição demonstraram capacidade de manter elevados padrões operacionais, com processos estruturados, atuação coordenada e atenção permanente às demandas da operação do sistema elétrico. Ainda assim, é importante destacar que a confiabilidade do SIN não é resultado da atuação de apenas um subconjunto de agentes, mas da contribuição coordenada de todos os participantes do setor.”



