ONS padroniza validação de modelos para usinas renováveis e baterias no SIN

Novas diretrizes estabelecem requisitos para modelos em transientes eletromagnéticos e validações N1 e N2; agentes poderão enviar dúvidas e contribuições até 10 de novembro.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicou diretrizes para padronizar a elaboração e a validação de modelos matemáticos de usinas eólicas, fotovoltaicas e sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A iniciativa busca uniformizar os critérios técnicos utilizados nos estudos elétricos e reduzir divergências na análise de projetos que utilizam equipamentos baseados em eletrônica de potência.

As orientações estão reunidas em notas técnicas disponíveis no portal SINtegre, no macroprocesso de Integração de Instalações e Estudos Pré-operacionais, na pasta de Validação N1/N2. O operador receberá dúvidas e contribuições dos agentes até 10 de novembro de 2026 e prevê publicar os esclarecimentos consolidados até 30 de novembro.

Regras detalham modelos EMT e validações N1 e N2

Entre os pontos abordados estão os requisitos mínimos para fornecimento e validação de modelos em transientes eletromagnéticos (EMT), utilizados para representar o comportamento dinâmico de equipamentos e sistemas elétricos em estudos que exigem maior detalhamento dos fenômenos transitórios.

- Advertisement -

As notas também padronizam os procedimentos de verificação dos modelos classificados como Nível 1 (N1) e Nível 2 (N2), incluindo ensaios obrigatórios, cenários de testes dinâmicos e documentação técnica de suporte.

A uniformização desses requisitos é relevante para a integração de fontes renováveis e baterias, cujos conversores eletrônicos influenciam a resposta dos equipamentos a perturbações da rede. Modelos adequados permitem avaliar o comportamento esperado das instalações e apoiar os estudos necessários à segurança operacional do SIN.

Validações prévias podem reduzir retrabalho

As diretrizes também preveem o aproveitamento de validações anteriores por família de equipamentos e versão de modelo. Na prática, o mecanismo pode evitar a repetição de etapas técnicas em novos empreendimentos que utilizem soluções já validadas pelo ONS, desde que atendam aos critérios aplicáveis.

A medida pode tornar mais eficiente a análise de projetos de geração renovável e armazenamento, especialmente diante da ampliação do uso de equipamentos baseados em eletrônica de potência. O aproveitamento de avaliações anteriores, porém, depende da compatibilidade entre os equipamentos, as versões dos modelos e os requisitos estabelecidos pelo operador.

- Advertisement -

ONS recebe contribuições até novembro

Geradores, transmissores e fabricantes de equipamentos podem encaminhar dúvidas e contribuições por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelo ONS. Após reunir os questionamentos, o operador pretende publicar um documento técnico de apoio com os esclarecimentos até 30 de novembro de 2026.

A consulta permite que os agentes apontem dúvidas sobre a aplicação dos procedimentos antes da consolidação dos esclarecimentos técnicos. O resultado será relevante para orientar a submissão e a validação de modelos usados nos estudos de integração de novas instalações ao SIN.

Destaques da Semana

ANP adia audiência do Gas Release para novembro e posterga decisão sobre abertura do mercado de gás

Deliberação em circuito deliberativo adia debate sobre desconcentração do...

Petrobras atinge R$ 800 bilhões em valor de mercado e bate recorde na B3

Valorização das ações em 2026 combina cenário internacional do...

ANEEL propõe liquidar excedente da geração distribuída no mercado de curto prazo a partir de 2027

Regra provisória prevê contabilização da energia excedente ao PLD...

Artigos

Últimas Notícias