Preço médio do S10 ficou em R$ 6,94 por litro na primeira quinzena do mês, segundo a TruckPag; no mesmo período, o petróleo Brent avançou 2,9% no mercado internacional.
O preço médio do diesel S10 permaneceu praticamente estável na primeira quinzena de outubro, em R$ 6,94 por litro, mas acumula alta de 20,1% em relação a janeiro, quando custava R$ 5,78. Os dados são de levantamento da TruckPag, baseado em transações realizadas em 4.940 postos credenciados no país, cerca de 90% deles localizados em rodovias.
Entre 1º e 15 de outubro, o valor médio diário oscilou entre R$ 6,93 e R$ 6,96 por litro. Na comparação com setembro, cuja média foi de R$ 6,76, o preço parcial de outubro representa um avanço de 2,7%.
O comportamento mantém a pressão sobre os custos do transporte rodoviário de cargas, mesmo sem novas altas expressivas no início do mês. A diferença em relação a setembro também reflete a trajetória dos preços: naquele mês, o diesel começou a R$ 6,43 por litro e avançou ao longo das semanas, enquanto outubro já começou próximo de R$ 6,94.
Diesel e petróleo apresentam movimentos distintos
Na primeira quinzena de outubro, o preço do diesel na rede monitorada pela TruckPag teve uma leve redução, enquanto o petróleo Brent subiu no mercado internacional. Entre as cotações registradas em 1º e 15 de outubro, o barril passou de US$ 102,52 para US$ 105,45, alta de 2,9%. No mesmo intervalo, o diesel recuou de R$ 6,94 para R$ 6,93 por litro.
A variação evidencia que os preços do combustível no mercado brasileiro não acompanham necessariamente, de forma imediata, os movimentos internacionais do petróleo. O repasse depende de outros componentes da formação de preços, além das condições de comercialização e distribuição.
O CEO e cofundador da TruckPag, Kassio Seefeld, destaca que a estabilidade recente não elimina o impacto do aumento acumulado sobre as empresas de transporte: “A estabilidade dos preços na primeira quinzena não significa alívio para as transportadoras. O diesel segue cerca de 20% mais caro do que no início do ano, pressionando os custos de uma operação que já trabalha com margens apertadas. Por isso, acompanhar os preços e ter visibilidade sobre os gastos com abastecimento é fundamental para o planejamento das frotas.”
Preços seguem abaixo dos picos registrados em abril
Apesar da alta acumulada desde janeiro, o diesel S10 ainda está abaixo dos maiores valores observados em 2026. Em abril, a média mensal chegou a R$ 7,13 por litro, enquanto o pico diário da série alcançou R$ 7,43 em 5 de abril.
Os indicadores representam medidas diferentes: a média mensal considera os preços ao longo de todo o mês, enquanto o pico diário corresponde ao maior valor pontual registrado na série acompanhada pela empresa.
O histórico mostra que o combustível voltou a subir em setembro, após quatro meses consecutivos de queda, entre maio e agosto. A média de R$ 6,76 naquele mês, porém, ficou abaixo do patamar observado na primeira quinzena de outubro.
Diferenças regionais marcam evolução dos preços
O levantamento também aponta diferenças entre os estados. Desde o início do acompanhamento, em 28 de fevereiro, Maranhão, Pernambuco e Piauí se alternaram entre as maiores altas estaduais ao longo da primeira quinzena de outubro. Na leitura de 15 de outubro, o Piauí registrava a maior variação acumulada no recorte analisado, de 27,6%. Amazonas, Rondônia, Espírito Santo e Rio de Janeiro estavam entre os estados com menores altas, com variações entre 12,7% e 15%.
A TruckPag informou que continuará monitorando os preços e os efeitos sobre os custos do transporte de cargas. Para Seefeld, o acompanhamento dos dados de abastecimento pode apoiar o planejamento das compras e a gestão das despesas das transportadoras: “Em um cenário de custos elevados, acompanhar a evolução do diesel e contar com dados reais de abastecimento ajuda as transportadoras a identificar variações de preço, planejar as compras e tomar decisões mais eficientes.”



