Usina no Paraná receberá duas unidades geradoras de 430 MW cada, elevando a potência instalada de 1.676 MW para 2.536 MW; projeto aproveita estruturas existentes e não prevê aumento da área alagada.
A Copel recebeu os primeiros grandes componentes eletromecânicos para a expansão da Usina Hidrelétrica Foz do Areia, também chamada de Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, no rio Iguaçu, no Paraná. O projeto, com investimento de R$ 1,3 bilhão, prevê a instalação de duas novas unidades geradoras, que acrescentarão 860 MW à capacidade instalada do empreendimento.
A primeira entrega inclui revestimentos metálicos dos tubos de sucção, estruturas de aço com cerca de 55 toneladas cada, fabricadas em Assaí (PR). Os componentes integram o circuito hidráulico responsável por conduzir a água de volta ao rio após sua passagem pelas turbinas. A instalação das peças em sua posição definitiva está prevista para dezembro.
Com a ampliação, a potência instalada da usina passará de 1.676 MW para 2.536 MW, um aumento de aproximadamente 51%. A entrada em operação comercial das duas unidades está prevista para 1º de agosto de 2030, conforme a outorga da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Projeto aproveita estruturas previstas na década de 1970
A expansão utilizará dois poços já existentes na casa de força, previstos no projeto original da usina, elaborado na década de 1970 para permitir a instalação futura de novas unidades. O aproveitamento dessas estruturas reduz a necessidade de intervenções civis e permite concentrar parte relevante da execução na montagem dos equipamentos eletromecânicos.
O gerente do projeto de ampliação da Copel, Lorival Antunes da Silva Junior, destaca que a infraestrutura preexistente contribui para reduzir o escopo das obras: “Esse aproveitamento dos poços já existentes para instalação das novas turbinas e geradores reduziu bastante a necessidade de obras civis. Então, esta é uma obra que vai pular etapas e se concentrar desde o início na montagem dos equipamentos, diminuindo custos e o tempo total de execução.”
Conexão ao SIN exige adequações na subestação
A conexão da potência adicional ao Sistema Interligado Nacional (SIN) também aproveitará a infraestrutura existente. De acordo com a Copel, a subestação blindada da usina dispõe de margem de capacidade para receber a expansão, embora sejam necessárias modernizações e adequações nos arranjos de proteção e seccionamento.
Essa configuração reduz a necessidade de implantação de novas estruturas de conexão, conforme o planejamento informado pela companhia.
Ampliação não prevê novas áreas alagadas
O projeto também mantém as condições atuais do reservatório. A cota de operação e a área inundada não serão alteradas, e a expansão não prevê desapropriações ou alagamento de novas áreas.
Para Lorival Antunes da Silva Junior, a manutenção dessas condições é um dos aspectos relevantes do empreendimento: “Outro destaque positivo da obra é que a ampliação será realizada sem desapropriações ou alagamento de novas áreas, mantendo o reservatório nas condições atuais.”


