Diretoria colegiada fixa efeito médio de 3,16% para a EDP São Paulo e de 5,41% para a CPFL Piratininga, com vigência a partir de 23 de outubro de 2026.
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou, na terça-feira (13 de outubro), os processos de reajuste tarifário anual da EDP São Paulo Distribuição de Energia S.A. (EDP SP) e da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL Piratininga). Deliberados durante o 18º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria de 2026, os novos valores tarifários passam a ser aplicados às faturas dos consumidores a partir do dia 23 de outubro de 2026.
Ao todo, as duas concessões paulistas somam cerca de 4,29 milhões de unidades consumidoras ativas. Os reajustes refletem as variações na Parcela A (custos não gerenciáveis, como compra de energia, custos de transporte e encargos setoriais), além do recálculo de componentes financeiros apurados no ciclo para compensação nos 12 meses subsequentes.
Estrutura do Reajuste Tarifário da EDP SP
Para a EDP São Paulo, concessionária que atende 2,24 milhões de unidades consumidoras no Alto do Tietê e no Vale do Paraíba, o efeito médio percebido pelos consumidores será de 3,16%.
A variação tarifária por classe de consumo foi aprovada nas seguintes proporções:
- Consumidores residenciais (B1): 2,17%
- Baixa tensão (média): 2,09%
- Alta tensão (média): 5,67%
- Efeito médio ao consumidor: 3,16%
A pressão nos custos da alta tensão foi determinada majoritariamente pela evolução dos custos da compra de energia e das tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, além dos ajustes de neutralidade dos encargos setoriais praticados ao longo do último período tarifário.
Impactos no Mercado da CPFL Piratininga e Prorrogação de Concessão
A CPFL Piratininga, responsável pelo fornecimento de eletricidade a 2,05 milhões de clientes em 27 municípios das regiões de Campinas, Baixada Santista e Sorocaba, registrará um efeito médio de 5,41% nas tarifas.
Os índices homologados para a concessionária dividem-se conforme o perfil de atendimento:
- Consumidores residenciais (B1): 2,63%
- Baixa tensão (média): 2,62%
- Alta tensão (média): 11,67%
- Efeito médio ao consumidor: 5,41%
A elevação de dois dígitos no segmento de alta tensão do mercado cativo reflete o impacto direto do custo de transmissão e da aquisição de energia.
O reajuste ocorre em um contexto de renovação regulatória para a distribuidora. Em 6 de maio de 2026, a CPFL Piratininga assinou o quinto Termo Aditivo ao Contrato de Concessão nº 9/2002-ANEEL, formalizando a prorrogação antecipada do serviço por 30 anos. A atualização das diretrizes e metas de prestação do serviço público estendeu a vigência da outorga até 23 de outubro de 2058.



