Energização da SE Santa Luzia III eleva robustez do sistema entre Maranhão e Pará e garante RAP imediata de R$ 35,1 milhões à transmissora
A TAESA avançou de forma relevante em sua estratégia de expansão ao antecipar em cerca de dois anos a entrada em operação parcial do projeto Tangará, um dos empreendimentos mais relevantes do seu portfólio recente. A liberação, concedida pelo ONS, autoriza a energização da Subestação Santa Luzia III e o seccionamento de um importante trecho da malha de 500 kV, reforçando a infraestrutura elétrica entre Maranhão e Pará.
A movimentação combina execução acelerada, captura antecipada de receita e reforço da confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), em um momento de crescente demanda por capacidade de escoamento de energia, especialmente diante da expansão de fontes renováveis no Norte e Nordeste.
Antecipação de cronograma reforça eficiência operacional
O principal diferencial técnico do projeto está na velocidade de implantação. A entrada em operação desta etapa ocorre aproximadamente 24 meses antes do prazo originalmente estabelecido pela ANEEL, previsto para março de 2028.
A antecipação evidencia a disciplina de execução da companhia em projetos greenfield, com impacto direto na otimização do retorno sobre o capital investido. O empreendimento corresponde ao Lote 3 do Leilão de Transmissão nº 02/2022 e envolve investimentos regulatórios (Capex ANEEL) de R$ 1,117 bilhão.
Com 279 km de extensão, incluindo 72 km em circuito duplo, o ativo amplia a capacidade de transporte de energia em um corredor considerado crítico para o escoamento da geração do Norte ao restante do país.
Receita antecipada e impacto direto no caixa
Do ponto de vista econômico-financeiro, a energização parcial já se traduz em geração de receita. Com a liberação, a concessão Tangará passa a contabilizar uma Receita Anual Permitida (RAP) de aproximadamente R$ 35,1 milhões no ciclo 2025-2026, considerando valores acrescidos de PIS/COFINS.
Esse montante representa 32,5% da RAP total estimada para o projeto completo, que soma R$ 108,3 milhões. Além disso, os efeitos financeiros são retroativos ao período entre 25 de fevereiro e 6 de março de 2026, o que contribui diretamente para o reforço do caixa e dos indicadores de rentabilidade da companhia no curto prazo.
Em posicionamento oficial, a administração da companhia enfatiza o caráter estratégico da entrega antecipada: “Demonstra a capacidade de execução e o compromisso da TAESA com seus pilares estratégicos de crescimento sustentável, disciplina financeira, eficiência operacional e geração de valor.”
Reforço estrutural no SIN e integração de novas fontes
A entrada em operação da Subestação Santa Luzia III, com pátios em 500, 230 e 138 kV, e o seccionamento da linha Açailândia – Miranda II (500 kV) têm papel relevante na estabilidade elétrica da região Norte-Nordeste.
Na prática, a nova infraestrutura aumenta a resiliência da rede básica, reduz gargalos operacionais e cria condições para a integração de novos projetos de geração, especialmente renováveis, que têm avançado com maior intensidade nessas regiões.
Esse movimento ganha ainda mais relevância diante dos desafios recentes de escoamento e curtailment, tema sensível para geradores e agentes do mercado, e que exige uma expansão coordenada da transmissão para garantir eficiência sistêmica.
Posicionamento estratégico e governança
Controlando 100% da Tangará, a TAESA reforça sua posição como uma das principais empresas de transmissão do país, sustentada por uma estratégia que combina crescimento orgânico, disciplina financeira e previsibilidade regulatória.
A entrega antecipada também sinaliza ao mercado de capitais uma execução consistente, fator-chave em um segmento intensivo em capital e altamente regulado. A companhia mantém o foco na conclusão dos trechos remanescentes do projeto dentro dos prazos revisados, preservando os padrões de governança e eficiência operacional exigidos por investidores e reguladores.



