Com foco em pobreza multidimensional, iniciativa beneficiará 2 mil famílias em São Luís; capital maranhense é o 17º território brasileiro a receber a tecnologia social.
O Grupo Equatorial Energia (EQTL3) consolidou, nesta semana, mais um avanço em sua agenda de investimento social estratégico. Em parceria com a Gerando Falcões, a companhia lançou oficialmente no Residencial Paraíso, em São Luís (MA), o programa Favela 3D (Digna, Digital e Desenvolvida). A iniciativa, que já apresenta resultados em Alagoas e Goiás, chega ao território maranhense com o objetivo de reestruturar as condições de vida de aproximadamente 2 mil famílias da região do Itaqui-Bacanga.
A metodologia do Favela 3D é baseada no conceito de pobreza multidimensional, que extrapola a análise de renda para atuar em frentes como urbanismo social, saúde, educação e geração de renda. Para o setor elétrico, o projeto representa uma sofisticação das práticas de ESG (Environmental, Social and Governance), conectando a presença operacional da distribuidora ao desenvolvimento sistêmico das comunidades atendidas.
Inovação social e governança corporativa
A chegada do programa a São Luís marca a 17ª implementação do modelo no Brasil, reafirmando o papel das empresas privadas como catalisadoras de políticas públicas baseadas em evidências. Ao integrar infraestrutura e dignidade, o projeto busca romper ciclos de desigualdade estrutural.
O CEO do Grupo Equatorial, Augusto Miranda, enfatizou a importância histórica e estratégica da localidade para a holding durante a cerimônia de lançamento: “Para nós é uma alegria e satisfação muito grande trazer o Favela 3D para São Luís, cidade que faz parte do início da história do Grupo Equatorial. Este lançamento marca a extensão da parceria e do investimento no estado, com o objetivo principal de promover transformação social em territórios vulneráveis, gerando mais dignidade e oportunidades para a sociedade.”
Protagonismo feminino e desenvolvimento local
Um dos pilares da tecnologia social da Gerando Falcões é a autonomia financeira, com foco especial no empreendedorismo feminino. O programa atua em oito frentes estratégicas, permitindo que as ações sejam planejadas de forma personalizada com as lideranças locais.
Essa integração direta com o território foi ressaltada por Manu Oliveira, gestora de projetos e moradora do Residencial Paraíso, que vê na iniciativa uma oportunidade de escalonamento para o bairro: “Nosso bairro tem 28 anos e está crescendo. Agora o projeto Favela 3D chega para ajudar a nos desenvolver, trazer mais dignidade e impulsionar muitas mulheres e famílias que precisam aprender como empreender com qualidade. Esse projeto vai servir para mostrar que todos nós do Residencial Paraíso temos muito potencial a ser trabalhado. E eu tenho uma meta ousada, que é ajudar a fazer em nosso bairro o melhor modelo de Favela 3D desse país.”
Expansão da rede e parcerias institucionais
O modelo Favela 3D tem se destacado pela capacidade de articular o setor privado, o terceiro setor e organismos internacionais. A eficácia da intervenção sistêmica em favelas e periferias é monitorada para garantir que a transformação seja, de fato, duradoura e escalável.
Ao projetar o impacto dessa nova etapa, o CEO e fundador da Gerando Falcões, Edu Lyra, destacou que o projeto representa um marco de prosperidade para a região: “A chegada do Favela 3D ao Maranhão representa muito mais do que a expansão de um programa, é a chegada de um novo capítulo de desenvolvimento social para a região. Estamos falando de transformar territórios marcados pela vulnerabilidade em polos de dignidade, oportunidade e prosperidade.”
A relevância da articulação corporativa também foi validada por Ofélia Silva, chefe do escritório do Unicef no Maranhão e Piauí, que sublinhou a cooperação entre os agentes: “Essa parceria é de fundamental importância e revela que a responsabilidade de resgatar as condições vulnerabilizantes é de todo mundo e a Equatorial é uma parceira valiosa nesse processo.”
Compromisso de longo prazo no Maranhão
O Instituto Equatorial, braço social da companhia, assume a coordenação das atividades, garantindo que o projeto esteja alinhado às metas de sustentabilidade do grupo. O Presidente do Instituto Equatorial, Maurício Velloso, pontuou o fortalecimento da atuação comunitária: “A nossa missão de ajudar a desenvolver as pessoas nas suas comunidades fica ainda mais forte agora, com essa parceria e com a chegada do Favela 3D em São Luís.”
Para a coordenadora do Instituto Equatorial, Janaína Ali, a iniciativa reflete uma visão de investimento direto voltada para soluções perenes: “Com o Favela 3D, reafirmamos nossa crença na transformação social por meio de investimentos diretos e construção de soluções duradouras, em parceria com organizações da sociedade civil, governos e comunidades. A parceria do Instituto Equatorial e da Gerando Falcões vai ajudar a levar educação, cultura e cidadania às comunidades mais vulneráveis.”



