BNDESPAR reduz fatia na Copel para 19,9% após série de alienações na B3

Instituição alienou fatia relevante em pregões da [B]³ entre fevereiro e março; movimentação ocorre em meio ao processo de consolidação da Copel como corporação.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) comunicou ao mercado, nesta terça-feira (10), uma alteração significativa em sua base acionária. A BNDES Participações S.A. (BNDESPAR) notificou a companhia sobre a alienação de parte de sua participação em operações realizadas na bolsa de valores brasileira, a [B]³.

A movimentação de venda ocorreu de forma escalonada entre os dias 5 de fevereiro e 10 de março de 2026. Com a conclusão dessas operações, o braço de participações do BNDES passa a deter 593.481.610 ações ordinárias da elétrica paranaense.

Reconfiguração da base acionária

O novo montante detido pela BNDESPAR representa aproximadamente 19,90% do total de papéis ordinários de emissão da Copel. A redução é acompanhada de perto por investidores, uma vez que o BNDES historicamente figurou como um dos pilares da estrutura de capital da companhia ao lado do Estado do Paraná.

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Essa alienação está alinhada às diretrizes da Resolução CVM nº 44/2021, que exige a transparência sobre a negociação de participações acionárias relevantes para garantir a simetria de informações no mercado de capitais. A Copel destacou que a notificação foi recebida formalmente em 10 de março, cumprindo os ritos de conformidade regulatória.

Contexto de mercado e liquidez

Desde a sua transformação em corporação (corporatization), a Copel tem atraído a atenção de fundos globais e investidores institucionais interessados na governança e na eficiência operacional da holding. A saída gradual de entes estatais ou paraestatais, como o BNDESPAR, tende a aumentar o free float (ações em livre circulação) e pode contribuir para uma maior liquidez diária dos ativos.

A estratégia de desinvestimento do BNDES em empresas do setor elétrico não é inédita e reflete uma política de realocação de capital para setores considerados mais estratégicos ou que necessitem de fomento inicial, o que não é o caso da Copel, atualmente consolidada como uma das operações mais robustas de geração, transmissão e distribuição do Brasil.

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