Energy Tech do grupo ROCA aplica modelos preditivos à operação de geração solar compartilhada, reforça agenda ESG e leva case ao READY 2026, da InterSystems
A AXS Energia, empresa do grupo ROCA e uma das líderes em geração solar compartilhada no Brasil, anunciou um novo estágio na aplicação de inteligência artificial (IA) em suas operações. A companhia afirma ter avançado para a chamada “segunda onda” da IA, ao integrar dados operacionais críticos e modelos preditivos diretamente à gestão das usinas solares e ao relacionamento com clientes.
A iniciativa posiciona a empresa como uma das primeiras do segmento de geração distribuída a estruturar sua arquitetura digital com foco no core do negócio, geração de energia, desempenho dos ativos e compensação de créditos, saindo da fase experimental para um modelo orientado a impacto operacional e previsibilidade financeira.
Da experimentação à inteligência aplicada ao core do negócio
Na avaliação da companhia, a primeira fase da IA no setor elétrico esteve concentrada em aplicações genéricas, muitas vezes dissociadas da operação crítica. O novo ciclo adotado pela AXS parte da integração entre dados de geração, disponibilidade de ativos e performance energética das usinas solares.
O CTO da AXS Energia, Cezar Essenfelder, detalha a estratégia. “Aplicamos inteligência aos dados para prever falhas, identificar desvios de performance e otimizar a geração de energia. Isso se traduz em mais eficiência operacional, maior disponibilidade dos ativos e mais estabilidade na produção de energia limpa, com impacto direto na redução de custos e na gestão da capacidade instalada”.
A aplicação de modelos preditivos permite antecipar falhas, reduzir indisponibilidades e otimizar a curva de geração, elementos centrais para maximizar o fator de capacidade e garantir estabilidade na produção de energia limpa.
Impacto na geração solar compartilhada e na compensação de créditos
No segmento de geração solar compartilhada, a previsibilidade é elemento estratégico. A análise avançada de dados, segundo a empresa, possibilita estimar com maior precisão a geração de créditos de energia, identificar padrões de sazonalidade e reduzir incertezas na compensação energética.
Na prática, isso afeta diretamente consumidores residenciais, pequenos negócios e empresas atendidas pelo modelo de energia por assinatura. A redução de desvios entre geração projetada e efetiva contribui para maior segurança financeira e melhor planejamento orçamentário.
Além da previsibilidade, a inteligência aplicada antecipa variações na produção das usinas e eventuais desvios operacionais, reduzindo impactos ao consumidor e aumentando a estabilidade do fornecimento de energia limpa ao longo do ano.
Cezar Essenfelder reforça o foco na experiência do usuário final. “A inteligência que aplicamos existe para dar tranquilidade a quem usa energia no dia a dia. Seja em casa, em um negócio, por exemplo. Nosso objetivo é reduzir incertezas, evitar surpresas e permitir um planejamento mais claro, previsível e confiável”.
Inteligência artificial e agenda ESG no setor elétrico
A digitalização das usinas solares também fortalece a agenda ESG da companhia. O monitoramento mais preciso de indicadores ambientais, como geração limpa, eficiência energética e impacto positivo da operação, amplia a capacidade de reporte e transparência.
No contexto da transição energética brasileira, a aplicação de inteligência artificial em ativos de geração distribuída contribui para maior eficiência sistêmica, redução de perdas e uso mais racional da infraestrutura instalada.
A modernização digital de usinas solares dialoga com tendências estruturais do setor elétrico, como descentralização da geração, digitalização da rede e integração de tecnologias de análise de dados em tempo real.
Reconhecimento internacional no READY 2026
Como desdobramento da estratégia digital integrada, a AXS Energia foi convidada a apresentar seu case no READY 2026, evento global promovido pela InterSystems, que será realizado em Washington, nos Estados Unidos.
O convite consolida o projeto como exemplo de transformação digital aplicada ao setor elétrico, com impacto direto sobre eficiência operacional, gestão de ativos e relacionamento com clientes.
Em um ambiente competitivo marcado pela expansão da geração solar distribuída e pela necessidade de maior previsibilidade na compensação de créditos, a adoção de inteligência artificial aplicada à operação tende a se tornar diferencial estratégico. A experiência da AXS sinaliza uma inflexão no uso da tecnologia: menos testes isolados e mais integração estrutural com resultados mensuráveis para eficiência, sustentabilidade e desempenho econômico.



