Sérgio Martins de Oliveira assume a presidência da associação a partir de janeiro, com a missão de ampliar a atuação institucional e consolidar a ABESCO como referência no setor energético
A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) anunciou a composição de sua nova diretoria para o biênio 2026–2027. A gestão, que tomará posse em 1º de janeiro, será liderada por Sérgio Martins de Oliveira, que assume a presidência em um momento estratégico para o setor elétrico brasileiro, marcado por avanços regulatórios, desafios de descarbonização e crescente protagonismo da eficiência energética como vetor da transição energética.
A definição da nova diretoria ocorre após um ciclo de fortalecimento institucional da ABESCO, que nos últimos anos ampliou sua visibilidade junto a agentes do setor elétrico, formuladores de políticas públicas, reguladores e investidores. A associação tem atuado de forma consistente no debate sobre eficiência energética, modelos de negócios baseados em performance, contratos de eficiência (ESCOs) e integração dessas soluções às agendas de sustentabilidade e segurança energética.
Legado da gestão atual e consolidação institucional
Ao comentar o encerramento de seu mandato, o atual presidente da ABESCO e agora presidente do Conselho Consultivo, Bruno Herbert Batista Lima, destacou o processo coletivo que marcou a condução da entidade nos últimos anos. Segundo ele, a associação consolidou-se como uma referência nacional nos debates relacionados à eficiência energética e à transição energética no Brasil.
“Este foi um trabalho de união, de todos que fazem parte da ABESCO, que sempre pensaram na mesma direção e estão atentos aos assuntos relacionados a esses temas. Tenho certeza que a nova diretoria dará continuidade a esse trabalho, pois já vem atuando conosco há quatro anos, consolidando ainda mais o nome da ABESCO”, afirma.
A fala de Herbert reflete o amadurecimento institucional da associação, que passou a ter presença mais ativa em consultas públicas, fóruns técnicos e discussões regulatórias relevantes para o setor elétrico. A ABESCO também vem reforçando seu papel na interlocução com órgãos como o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e entidades do mercado, especialmente em temas ligados à modernização do consumo de energia e à redução de desperdícios.
Nova presidência e prioridades estratégicas
À frente da entidade no próximo biênio, Sérgio Martins de Oliveira assume com o desafio de dar continuidade a esse processo de consolidação, ao mesmo tempo em que busca ampliar o alcance da ABESCO em um cenário de transformação acelerada do setor energético. A eficiência energética tem ganhado espaço não apenas como instrumento de redução de custos, mas como elemento estruturante das políticas de transição energética e de descarbonização da economia.
Ao comentar sua eleição, o futuro presidente destacou o caráter coletivo da construção institucional da ABESCO e sinalizou que a nova gestão partirá de uma base sólida. “Estamos assumindo um trabalho consolidado, que certamente daremos continuidade.”
A expectativa é que a nova diretoria intensifique a atuação da associação em pautas como a ampliação de mecanismos de financiamento para projetos de eficiência energética, a valorização dos contratos de performance, a inserção da eficiência como recurso energético no planejamento setorial e o fortalecimento do mercado de serviços especializados.
Eficiência energética como pilar da transição energética
A mudança de diretoria ocorre em um contexto em que a eficiência energética ganha centralidade nas discussões sobre o futuro do setor elétrico brasileiro. Com limitações estruturais para expansão da oferta, aumento da eletrificação da economia e necessidade de redução de emissões, a conservação de energia passa a ser vista como uma das alternativas mais custo-efetivas para garantir segurança energética.
Nesse cenário, a ABESCO tem buscado reforçar o papel das empresas de serviços de conservação de energia (ESCOs) como agentes capazes de entregar resultados mensuráveis, com redução de consumo, otimização de sistemas e ganhos ambientais. A nova gestão deverá aprofundar esse posicionamento, ampliando o diálogo com consumidores industriais, comerciais e com o setor público.
Composição da nova diretoria e conselhos
A diretoria executiva da ABESCO para o biênio 2026–2027 será composta por Sérgio Martins de Oliveira na presidência, Paulo Valdoci Pereira como diretor técnico e José Marcelo Sigoli na diretoria financeira. O Conselho Consultivo será presidido por Bruno Herbert Batista Lima, tendo como conselheiros Alexandre Sedlacek Moana e Rodrigo Aguiar Lopes, além dos suplentes Eduardo Jansen e Maurício Milhomem Gonçalves.
Já o Conselho Fiscal será liderado por Nelson Pontes Simas, com Ricardo Kenji Wojitani e José Starosta como conselheiros, e Nadio Pivatto, Ernane Marcos Cardoso de Sousa e Cyro Vicente Boccuzzi como suplentes.
A formação dos colegiados reforça a continuidade administrativa e técnica da entidade, ao reunir profissionais com histórico de atuação no setor elétrico e experiência em eficiência energética, regulação e gestão.
Perspectivas para o próximo biênio
Com a nova diretoria, a ABESCO entra em um novo ciclo com a expectativa de ampliar sua relevância no debate energético nacional. A consolidação da eficiência energética como política pública, aliada à expansão de soluções privadas e à necessidade de cumprir metas climáticas, tende a reforçar o papel institucional da associação nos próximos anos.
A gestão 2026–2027 deverá, portanto, atuar em um ambiente de oportunidades, mas também de desafios regulatórios e econômicos, exigindo articulação técnica, diálogo institucional e capacidade de proposição, atributos que a entidade busca fortalecer com sua nova liderança.



