Com a aquisição de quatro usinas solares fotovoltaicas e 22 MWp operacionais, a empresa consolida presença no Paraná, ultrapassa 700 MWp de capacidade instalada e reforça sua meta de alcançar 1 GWp até 2026
A Thopen, plataforma integrada de energia que atua em geração, gestão e inteligência energética, anunciou a aquisição da operação de Geração Distribuída (GD) da Copel, em um movimento estratégico que reforça sua presença no mercado paranaense de energia solar.
A transação, avaliada em R$ 78 milhões, inclui quatro usinas solares fotovoltaicas com 22 MWp (megawatts-pico) de potência instalada, o que equivale à energia necessária para atender cerca de 17 mil unidades consumidoras da região.
“Esta aquisição é fundamental para a nossa estratégia de crescimento e reforça nosso compromisso com a geração de energia limpa e renovável no Brasil. Ao integrar os novos ativos, ultrapassamos 700 MWp de capacidade instalada em âmbito nacional e fortalecemos significativamente nossa presença no Paraná, um mercado-chave para a expansão Thopen rumo à democratização do acesso à energia limpa e competitiva no Sul do país”, afirmou Gustavo Ribeiro, CEO da Thopen e da Pontal Energy.
Com o negócio, a empresa supera 714 MWp de capacidade instalada, aproximando-se rapidamente da meta de 1 gigawatt-pico (GWp) prevista para o próximo ano.
Paraná se torna polo estratégico da Thopen
O estado do Paraná desponta como um dos principais polos de atuação da Thopen no segmento de geração distribuída. Atualmente, a companhia opera 45 projetos de GD na região, totalizando 120 MWp de potência instalada, volume suficiente para abastecer cerca de 93 mil residências.
As quatro usinas adquiridas da Copel complementam esse portfólio, reforçando a capacidade da empresa de atender comércios, indústrias e residências com energia solar mais barata e sustentável. Segundo a companhia, os clientes podem obter redução média de 10% nas faturas de energia, sem necessidade de investimento inicial em infraestrutura ou painéis solares.
Esse modelo de geração compartilhada, que permite que consumidores usufruam da energia produzida remotamente em fazendas solares, tem se mostrado um dos principais motores de expansão da energia solar no Brasil, especialmente no mercado cativo.
Expansão acelerada e consolidação nacional
A compra dos ativos da Copel marca a sexta aquisição da Thopen em 2025, um ano de forte crescimento para a empresa. Apenas na última semana, a companhia anunciou a aquisição de 45 usinas solares distribuídas em sete estados, em um investimento total de R$ 556 milhões.
Com presença em 22 estados brasileiros, a Thopen vem consolidando sua posição como uma das maiores plataformas de energia do país, administrando atualmente 300 mil unidades consumidoras (UCs) e com meta de alcançar 1 milhão até 2026.
A empresa atua de forma integrada, oferecendo desde gestão de faturas e dados de consumo, passando por acesso a projetos de geração distribuída, até consultoria e suporte na migração para o mercado livre de energia, tudo dentro de um ecossistema digital que simplifica a jornada energética dos clientes.
Inovação, digitalização e propósito sustentável
O modelo de negócios da Thopen reflete a tendência de digitalização do setor elétrico brasileiro, em que plataformas tecnológicas permitem que consumidores se tornem protagonistas de sua própria gestão energética. A empresa aposta na integração de dados, eficiência operacional e transparência, alinhando-se à agenda ESG e às metas de transição energética.
Além de gerar economia, os projetos de GD também contribuem diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Um portfólio de 714 MWp representa o potencial de evitar a emissão de mais de 600 mil toneladas de CO₂ por ano, o equivalente ao plantio de 4 milhões de árvores.
Thopen e o futuro da energia no Brasil
O crescimento da Thopen ocorre em um contexto de transformação profunda no mercado energético brasileiro, impulsionado pela abertura do mercado livre de energia e pela popularização da geração distribuída, que já ultrapassa 27 GW instalados no país, segundo dados da ANEEL.
Ao apostar em projetos regionais com escala nacional, a empresa contribui para um modelo mais descentralizado, limpo e digital de fornecimento energético, ajudando o Brasil a consolidar-se como uma das potências mundiais em energias renováveis.



