Energia solar reduz custos e emissões: indústria de água do Paraná economiza R$ 250 mil por ano com usina fotovoltaica

Projeto de eficiência energética da Copel permite que a Font Life gere 40% da energia consumida e fortaleça práticas ESG no setor de bebidas

Uma das maiores indústrias de água mineral do Paraná, a Font Life, sediada em Quitandinha, na Região Metropolitana de Curitiba, alcançou um marco relevante na transição energética industrial. Desde a implantação de sua usina solar própria, a companhia tem economizado cerca de R$ 250 mil por ano em energia elétrica, ao mesmo tempo em que reduz significativamente sua pegada de carbono e fortalece seu compromisso ambiental.

O sistema fotovoltaico instalado no complexo industrial gera 40% da energia consumida pela planta, consolidando-se como uma solução eficiente tanto em termos econômicos quanto ambientais. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Copel, dentro do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Transição energética começa em 2019 com 830 painéis solares

A jornada da Font Life rumo à geração própria de energia teve início em 2019, com o desenvolvimento do projeto e a instalação de 830 painéis solares em sua área fabril. Após dois anos de implantação e ajustes técnicos, o sistema entrou em operação plena, fornecendo energia limpa e renovável diretamente para as atividades industriais da companhia.

- Advertisement -

De acordo com o diretor administrativo da Font Life, Célio Baggio, a adoção da energia solar está diretamente ligada à estratégia corporativa de sustentabilidade e eficiência de longo prazo.

“A captação de energia limpa por meio da instalação de painéis fotovoltaicos é uma das nossas ações mais importantes, porque transforma a energia solar em energia elétrica para uso em nossa planta”, afirma Baggio.

Sustentabilidade e eficiência econômica andam juntas

A usina solar não apenas reduziu os custos com energia, mas também fortaleceu a resiliência financeira da operação industrial. Segundo Baggio, a autogeração trouxe estabilidade e previsibilidade para o planejamento de longo prazo da companhia, reduzindo a exposição às variações tarifárias e aos custos da rede convencional.

“A implementação do projeto de energia solar traz uma significativa redução nos custos operacionais. Ao gerar nossa própria energia, diminuímos a dependência de fontes externas e evitamos flutuações de preços no mercado. Isso nos permite investir mais em inovação e qualidade dos nossos produtos”, explica o executivo.

- Advertisement -

Com economia anual de R$ 250 mil, a empresa reinveste parte dos recursos economizados em pesquisa, modernização de equipamentos e práticas ambientais. O modelo fortalece a política ESG da Font Life, que busca alinhar competitividade, sustentabilidade e responsabilidade social em todas as etapas da produção.

Parceria com a Copel e Aneel viabilizou o projeto

A implantação da usina solar foi possível graças ao Programa de Eficiência Energética (PEE) da Copel, que tem como objetivo incentivar o uso racional da energia elétrica e financiar projetos que promovam ganhos de eficiência e sustentabilidade. O programa é regulado pela Aneel e fomenta a substituição de sistemas convencionais por tecnologias mais limpas e eficientes.

No caso da Font Life, o projeto foi desenvolvido em parceria com a Copel e teve execução técnica da Eletron Energia, empresa especializada em soluções de energia fotovoltaica. A atuação integrada das instituições permitiu que a usina fosse implementada com alto padrão de qualidade e conformidade regulatória.

O PEE da Copel já financiou diversos projetos de eficiência no estado, contemplando desde iluminação pública até sistemas fotovoltaicos em indústrias, hospitais e universidades. A iniciativa é um dos principais instrumentos de apoio à descarbonização da matriz energética paranaense.

Energia solar industrial ganha espaço no Sul do Brasil

O caso da Font Life ilustra um movimento mais amplo de adoção de geração distribuída (GD) no setor industrial da Região Sul. O avanço das usinas fotovoltaicas on-site, associadas a programas de incentivo e linhas de financiamento específicas, vem tornando a energia solar uma alternativa estratégica para a competitividade industrial.

Segundo dados da Aneel, o Paraná já ultrapassa 2,3 GW de potência instalada em geração distribuída, sendo as indústrias responsáveis por cerca de 18% desse total. O estado figura entre os líderes nacionais em crescimento de micro e minigeração, impulsionado tanto por políticas públicas quanto por projetos corporativos.

Especialistas apontam que a tendência deve se intensificar nos próximos anos, com empresas buscando reduzir custos, mitigar riscos energéticos e reforçar suas credenciais ESG. No caso da Font Life, o resultado já é concreto: economia, previsibilidade e redução de emissões.

Destaques da Semana

Artigos

Últimas Notícias