Nova resolução normativa busca garantir segurança jurídica e otimização de custos para agentes do setor elétrico
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta terça-feira (3/12), uma Resolução Normativa que regulamenta o processo de impugnação de atos praticados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A medida visa oferecer maior segurança jurídica aos agentes do setor elétrico e melhorar a eficiência no gerenciamento de custos relacionados a decisões operacionais.
A nova regulamentação abrange a contestação de decisões do ONS em temas como: Apurações de indisponibilidades e restrições na capacidade operativa das instalações de transmissão da Rede Básica e das Interligações Internacionais; Indisponibilidades de empreendimentos de geração; Parcelas variáveis referentes à indisponibilidade ou restrições operativas; Apuração das Parcelas de Ineficiência por Ultrapassagem (PIU) e Parcelas de Ineficiência por Sobrecontratação (PIS).
Com essa medida, a ANEEL busca estabelecer critérios claros e objetivos para a contestação de decisões, preenchendo uma lacuna regulatória que gerava insegurança entre os agentes do setor.
Consulta Pública e Participação do Setor
O tema foi submetido à Consulta Pública 07/2024, realizada entre 7 de março e 22 de abril deste ano. Durante o processo, 12 empresas e instituições do setor elétrico enviaram um total de 65 contribuições, destacando a relevância da regulamentação para aprimorar o ambiente regulatório.
Entre os principais pontos levantados pelos participantes estavam a necessidade de maior clareza nos procedimentos administrativos e a garantia de prazos razoáveis para contestação, de modo a equilibrar os interesses do Operador e dos agentes regulados.
A regulamentação aprovada também faz parte da Agenda Regulatória da ANEEL para o biênio 2023-2024, que inclui iniciativas voltadas à modernização e aprimoramento do setor elétrico no Brasil.
Impactos no Setor Elétrico
A resolução busca mitigar potenciais conflitos e oferecer um caminho estruturado para a resolução de disputas envolvendo o ONS, cujas decisões impactam diretamente o funcionamento das instalações de transmissão e geração de energia no país. A criação desse marco regulatório também reforça a governança no setor, garantindo maior previsibilidade e transparência nos processos decisórios.
Além disso, a medida contribui para a otimização de custos operacionais, já que as decisões revisadas ou contestadas poderão ser analisadas com critérios mais rigorosos e procedimentos claros.