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Leilões A-1, A-2 e A-3: Estratégia para estabilidade no fornecimento elétrico

Certames A-1, A-2 e A-3 contratam energia de usinas existentes para atender à demanda em períodos críticos, com contratos de dois anos

Nesta sexta-feira, 6 de dezembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realiza os Leilões de Energia Existente A-1, A-2 e A-3, eventos estratégicos para o equilíbrio e a segurança do fornecimento de energia elétrica no Brasil. Os certames, que começam às 10h, serão realizados de forma virtual pela plataforma da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), reunindo usinas em operação de qualquer fonte interessadas em fornecer energia ao mercado.

Esses leilões são cruciais para ajustar a oferta e a demanda de energia elétrica no curto prazo, contratando energia por períodos de dois anos. As usinas vencedoras assumirão compromissos de fornecimento a partir de 1º de janeiro de 2025, no caso do Leilão A-1; 1º de janeiro de 2026, para o A-2; e 1º de janeiro de 2027, para o A-3.

Os preços iniciais (teto) estabelecidos para cada leilão são de R$ 200,00/MWh no A-1, R$ 170,00/MWh no A-2 e R$ 140,00/MWh no A-3. Esses valores refletem a expectativa de custo competitivo, considerando as condições de mercado e as características dos contratos de curto prazo.

Uma solução para o equilíbrio energético

Ao contratar energia de empreendimentos já em operação, os certames permitem aproveitar a capacidade instalada de forma eficiente, reduzindo a necessidade de acionamento de fontes mais caras e poluentes, como usinas termelétricas.

Além disso, esses leilões oferecem uma solução flexível e ágil para atender à demanda energética em períodos de maior necessidade, como os verificados em momentos de crescimento econômico ou em períodos de estiagem que afetam a geração hidrelétrica.

Participação ampla e critérios ajustados

A minuta de edital que regulamenta os certames passou por ampla discussão pública durante a Consulta Pública nº 16/2024, recebendo 55 contribuições de agentes do setor. Essas sugestões ajudaram a refinar as regras e garantiram maior transparência no processo.

A participação é aberta a todas as usinas em operação, independentemente da fonte de geração, o que inclui hidrelétricas, termelétricas, eólicas e solares. Essa diversidade de fontes reforça a segurança e a competitividade do sistema elétrico nacional, atendendo tanto às necessidades de curto prazo quanto às metas de sustentabilidade.

Impactos para consumidores e sistema elétrico

Os contratos de dois anos garantem previsibilidade para as distribuidoras e os consumidores, ajudando a evitar flutuações abruptas nos custos da energia. Para o sistema elétrico, o ajuste da oferta por meio desses leilões é fundamental para reduzir riscos de desabastecimento e garantir maior eficiência operacional.

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